abr 212011
 

Uma questão que tristemente se repete…

 

(Publicado originalmente em 21 de fevereiro de 2010)

Monge, por que o ser humano briga tanto? (Tauhana Mariana, de Brasília-DF, por e-mail)

Às vezes penso, querida Tauhana, que a pergunta mais precisa seria: quando o ser humano conseguiu, ao longo de sua história, deixar de brigar? Porque parece que a violência para com nosso semelhante está nos genes, na natureza do homem. E não podemos simplesmente culpar o instinto de sobrevivência, fruto de nossa herança animal. Continue reading »

fev 152011
 

Por que os homens mentem e as mulheres choram? (Suellen Fernandes)

Minha querida, é preciso tomar muito cuidado com esse tipo de pergunta. Primeiro, porque é nome de livro de auto-ajuda. Segundo, porque incorre em uma falácia*. Se você pergunta o porquê de alguma coisa, parte do princípio de que aquilo é verdadeiro (da mesma maneira que perguntamos “por que o céu é azul?”, e não “por que o céu é verde?”). Porém, será mesmo uma verdade absoluta o fato de que os homens mentem e as mulheres choram? Continue reading »

nov 242010
 

Monge, você concorda com a afirmação de Wilhelm Reich de que a sociedade burguesa reprime especificamente a sexualidade de seus indivíduos? (Luiz Miguxo Costa, por email)

É algo a se pensar. Creio que na história da civilização, nunca se viu tanto sexo quanto nos dias de hoje. Ele está presente no cinema, na música, nas artes plásticas. Surge velada ou escancaradamente em propagandas, outdoors e eventos esportivos. Concentra a atenção quando aparece em um cena de novela. E gera muito falatório, muita conversa de padaria no dia seguinte. Porque hoje também se fala muito de sexo, principalmente na mídia. Continue reading »
nov 112010
 

Por que é tão difícil para nós humanos aceitarmos o que foge ao nosso controle? Será que ninguém é dono do próprio destino? (Maíra Pádua, por email)

Minha querida, não há controle sobre os eventos que cercam o seu destino. Há apenas uma ilusão de controle, ocasionado pelo fato de que você pode selecionar os seus próprios atos. Mas a maioria das experiências que vivemos depende de diversos outros fatores além da sua própria participação. Continue reading »