jan 282010
 

(publicada originalmente na edição 5 – junho de 2009 – primeira quinzena)

Fica bom…

Casca de abacaxi. Quer coisa mais espinhosa? Mas pode apostar que ela pode se transformar em deliciosas guloseimas na sua cozinha. Uma delas você aprende hoje: docinho de casca de abacaxi.
A idéia da receita é de uma pessoa singular. Um tanto santa, de acordo com seu esposo. Então, não deu outra: fiz o teste e ficou divino! E é o tipo de receita que permite inúmeras invenções e aperfeiçoamentos: o docinho pode ser passado no açúcar cristal ou refinado, no coco seco ralado, em raspas de limão misturadas com açúcar refinado, ele pode ser recheado com uma folhinha de hortelã… Você também pode retirar o doce do fogo antes de dar o ponto de enrolar, e usá-lo como recheio de bolo ou creme para torta de frutas (e decorar com pedacinhos de fruta fresca), servir com uma salada de frutas, ou com sorvete de creme, enfim… É só deixar a inspiração vir, e colocar em prática.
E o melhor: além de barato, pois utiliza uma parte do abacaxi que quase sempre jogamos fora, é fácil e rápido de ser feito. Não requer prática nem habilidade. Olhe só:


Docinho de casca de abacaxi

– casca de 1/2 abacaxi
– 1 lata de leite condensado
– 1 ovo
– ½ colher (sopa) farinha de trigo
– ½ colher (sopa) manteiga ou margarina

Corte a casca de meio abacaxi em pedaços pequenos e leve ao fogo com meio litro de água para cozinhar. Quando estiver bem macio, bata a casca no liquidificador com a água que restou do cozimento (deve ser pouca, pois ela evapora bem). Se necessário, coloque mais, apenas o suficiente para conseguir uma pasta grossa. Coloque os outros ingredientes no liquidificador e bata por alguns minutos para ficar bem liso.
Leve esse creme ao fogo e vá mexendo para não grudar no fundo da panela, cozinhando em fogo baixo até dar ponto de enrolar (quando você vê o fundo da panela ao passar uma colher). Coloque o doce em um prato e leve à geladeira para esfriar mais rapidamente. Com as mãos untadas com manteiga ou margarina, enrole os docinhos e passe-os no açúcar, ou coco seco ralado, etc.

Dica: quando uma receita indicar que a gema deve ser peneirada, ao invés de peneirá-la, dê uma leve beliscada na pelinha que envolve a gema, segure-a levemente, e deixe o conteúdo escorrer em uma xícara. Assim, a pelinha fica inteira na sua mão!

Legumes de cores vivas e arroz soltinho!

 Posted by at 7:40 pm  Sem categoria
jan 282010
 

(Publicado originalmente na edição “4″, em maio de 2009, segunda quinzena)

Nesta segunda parte de nossas dicas, vamos falar sobre legumes mais bonitos, desses de capa de revista e arroz bem soltinho.

Legumes de cores vivas

Se quiser legumes bem coloridos, com cara de foto de revista, você pode cozinhá-los no vapor ou branqueá-los.
Para cozinhar legumes no vapor, lave e corte os legumes em pedaços regulares (para atingirem o ponto de cozimento ao mesmo tempo). Se você não tiver a cestinha em aço inox para cozimento a vapor, use uma peneira em aço inox que caiba dentro de uma panela, apoiada na borda. Coloque os legumes na cesta, um pouco de água no fundo da panela, e feche com a tampa (mesmo que a tampa não feche por completo, não tem problema). Teste o cozimento com um garfo e pronto! A couve-flor fica branquinha, branquinha…
Para branquear os legumes, basta mergulhá-los rapidamente em água fervente com sal. O branqueamento é uma forma de parar o envelhecimento do vegetal, inativando enzimas e fixando sua cor. Coloque os legumes em uma panela com água (o suficiente para não parar de ferver quando você colocar os legumes) e sal. Deixe por menos de 1 minuto na fervura, até que você perceba que a cor do legume ficou mais viva. Escorra os legumes e resfrie-os rapidamente sob água corrente ou na água com gelo.
Branqueando, os legumes ficam mais al dente do que se feitos no vapor, pois devem ficar pouco tempo na água para não perder a cor.

Arroz soltinho

Apesar do arroz papa ter fãs inveterados, o desafio mesmo é fazer o arroz com grãos bem soltinhos. Há duas maneiras de se obter um arroz livre, leve e solto.
A primeira delas é ótima para iniciantes: cozinhar o arroz como se fosse macarrão. A água para o cozimento pode ser só salgada, ou então temperada da maneira que quiser, usando caldo de legumes, por exemplo. Lave o arroz e coloque-o para cozinhar em bastante água. Quando os grãos estiverem al dente, escorra em uma peneira. Pronto!
A segunda é o modo clássico: para cada medida de arroz, use duas medidas de água. Lave o arroz e deixe escorrer. Aqueça um pouco de óleo em uma panela e frite seus temperinhos (alho, cebola, etc). Misture o arroz e refogue-o, envolvendo bem no tempero. Então, adicione a água quente (se você usar água fria, vai demorar alguns minutos a mais), salgue e cozinhe em fogo baixo com a panela tampada por 15 minutos. Dica: coloque uma faca no arroz e abra um buraquinho, para verificar se a água do fundo da panela já secou. Aí, desligue o fogo e mantenha a panela tampada por mais 10 minutos. Essa é a receita básica. Mas tente também essa dica: coloque um pano de prato entre a panela e a tampa, e deixe descansar os 10 minutos assim. Todo o vapor que subir será absorvido pelo pano, ao invés de condensar na tampa e voltar pingando no arroz.

Batata frita sequinha & Carnes suculentas

 Posted by at 7:34 pm  Sem categoria
jan 282010
 

(publicada originalmente na edição “3″, em maio de 2009, primeira quinzena)

Desta vez, ao invés de receitas, deixo com vocês duas dicas úteis: como deixar a batata frita perfeita e aquela carne de um jeito suculento!

Batata Frita sequinha

Para isso, todo mundo tem uma receita especial: passar no vinagre, no álcool, no bicarbonato de sódio, na farinha…
Mas para a batata ficar realmente memorável, é preciso branqueá-la no óleo: depois de lavar as batatas, descascá-las e cortá-las em palitos, lave novamente para retirar o excesso do amido.
Seque bem cada uma e coloque-as em uma panela com óleo quente (140 a 180°C), fritando por 3 a 4 minutos. Frite-as aos poucos, para que a temperatura do óleo não abaixe. Elas não devem ganhar cor, já que estão apenas “cozinhando” no óleo, para ficarem macias. Escorra-as e seque-as com papel toalha, retirando o máximo possível de gordura. Arrume-as em uma assadeira e leve ao congelador. Elas devem resfriar rapidamente.
Se você for servi-las na hora, retire-as do congelador assim que estiverem bem geladas, e faça uma nova fritura, desta vez até o final, deixando-as ficar douradas. Escorra o excesso de óleo em papel toalha, salgue-as e sirva.
Se for guardar para outro dia, assim que as batatas estiverem congeladas, retire-as da assadeira e guarde-as em um saquinho plástico no congelador por até um mês.
Ah! Se você quiser deixá-las um pouquinho mais magras, pode terminá-las no forno: retire-as do congelador, arrume-as em uma assadeira e leve ao forno bem alto. Elas vão secar com o calor do forno e o óleo que já tem da primeira fritura. Salgue-as e sirva na hora.

Carnes suculentas

Para que os filés de frango ou de carne fiquem bem suculentos, é importante não apertar a carne na frigideira. Assim, todo o suco vai ser espremido pra fora, deixando a carne seca. O ideal é selar o filé dos dois lados. Em uma frigideira, coloque um pouco de óleo e deixe esquentar bem. Coloque a carne e sele de um lado, vire e sele do outro. Desta forma, você cria uma barreira para que os sucos não saiam. Aí, se o filé for mais alto e precisar de mais tempo na frigideira, você pode abaixar o fogo e deixar que o cozimento termine, sem ter medo que aquele caldinho se forme e seu filé fique seco. Se for fritar vários filés, faça-o aos poucos para não abaixar a temperatura da frigideira.

Batata frita sequinha & Carnes suculentas

 Posted by at 7:34 pm  Sem categoria
jan 282010
 

(publicada originalmente na edição “3″, em maio de 2009, primeira quinzena)

Desta vez, ao invés de receitas, deixo com vocês duas dicas úteis: como deixar a batata frita perfeita e aquela carne de um jeito suculento!

Batata Frita sequinha

Para isso, todo mundo tem uma receita especial: passar no vinagre, no álcool, no bicarbonato de sódio, na farinha…
Mas para a batata ficar realmente memorável, é preciso branqueá-la no óleo: depois de lavar as batatas, descascá-las e cortá-las em palitos, lave novamente para retirar o excesso do amido.
Seque bem cada uma e coloque-as em uma panela com óleo quente (140 a 180°C), fritando por 3 a 4 minutos. Frite-as aos poucos, para que a temperatura do óleo não abaixe. Elas não devem ganhar cor, já que estão apenas “cozinhando” no óleo, para ficarem macias. Escorra-as e seque-as com papel toalha, retirando o máximo possível de gordura. Arrume-as em uma assadeira e leve ao congelador. Elas devem resfriar rapidamente.
Se você for servi-las na hora, retire-as do congelador assim que estiverem bem geladas, e faça uma nova fritura, desta vez até o final, deixando-as ficar douradas. Escorra o excesso de óleo em papel toalha, salgue-as e sirva.
Se for guardar para outro dia, assim que as batatas estiverem congeladas, retire-as da assadeira e guarde-as em um saquinho plástico no congelador por até um mês.
Ah! Se você quiser deixá-las um pouquinho mais magras, pode terminá-las no forno: retire-as do congelador, arrume-as em uma assadeira e leve ao forno bem alto. Elas vão secar com o calor do forno e o óleo que já tem da primeira fritura. Salgue-as e sirva na hora.

Carnes suculentas

Para que os filés de frango ou de carne fiquem bem suculentos, é importante não apertar a carne na frigideira. Assim, todo o suco vai ser espremido pra fora, deixando a carne seca. O ideal é selar o filé dos dois lados. Em uma frigideira, coloque um pouco de óleo e deixe esquentar bem. Coloque a carne e sele de um lado, vire e sele do outro. Desta forma, você cria uma barreira para que os sucos não saiam. Aí, se o filé for mais alto e precisar de mais tempo na frigideira, você pode abaixar o fogo e deixar que o cozimento termine, sem ter medo que aquele caldinho se forme e seu filé fique seco. Se for fritar vários filés, faça-o aos poucos para não abaixar a temperatura da frigideira.