fev 082010
 

Você resolveu fazer gnocchi pra família toda no final de semana. E o que vai fazer com aquele monte de cascas que certamente sobrarão sobre a pia? Jogar fora?? Não!!!!!

Deixe-me tentar convencê-la(o). Pense bem: enquanto você faz os gnocchi, que tal uma cervejinha pra distrair? E o que melhor que uma batata bem crocante para acompanhar? Ah, sim… mas seu almoço já não será tão light, e você estava querendo um petisquinho mais leve e menos gorduroso do que batata frita para não abusar tanto das calorias…

Então, que tal petiscar as cascas que você ia jogar fora? Tenha certeza de uma coisa: uma casquinha de batata, bem crocante, é bem melhor, bem mais saborosa que o chips de batata que estamos acostumados a comer. E infinitamente mais saudável!

Esta receita é extremamente simples e rápida de ser feita. Apenas siga algumas dicas simples e você pode degustar um destes chips de casca de batata em menos de 5 minutos!

Chips de casca de batata

cascas de batata

microondas

Antes de cortar as batatas, escove-as bem em água corrente para retirar qualquer impureza da casca. Retire as cascas em fatias e utilize as batatas normalmente (se for guardá-las, lembre-se de colocá-las em um recipiente, cobri-las com água e deixá-las em geladeira até o momento de usar). Lave as cascas para retirar o excesso de amido (isso fará com que as cascas não grudem no prato durante o processo de cozimento). Seque-as bem com um pano limpo ou papel absorvente, e arrume-as em um prato que pode ser levado ao microondas.

Programe 1 minuto, e vire-as. Faça isso 3 vezes. Pronto! Em aproximadamente 3 minutos, os chips estão prontos!

Agora atenção a alguns detalhes:

– as potências dos microondas podem variar, então fique de olho. Talvez você precise deixar mais um minuto, ou retirá-las um pouco antes. Você vai perceber o ponto quando virá-las.

– o prato costuma esquentar bastante, então use sempre uma luva térmica ou pano de prato para manuseá-lo.

– a espessura da casca também vai interferir no tempo de preparo, então cuidado para não queimar sua batata!

– tempere-as apenas antes de comer, e use sal, azeite, orégano, pimenta-do-reino, etc.

Como eu já estava com a mão na massa, resolvi fazer mais alguns testes para dividir os resultados com vocês. Como estava fazendo as casquinhas crocantes, fiz também rodelas de batatas fatiadas fininhas, e também cortadas como batata palha (sempre lavando e secando para retirar o excesso de amido).

As rodelas ficaram bem crocantes, e foram feitas exatamente da mesma forma que as cascas.

Já a batata palha foi um pouco diferente. Depois do primeiro minuto no microondas, vi que não tinham mudado tanto, e sem mexer nelas, programei mais 1 minuto. Aí, por não ser possível virar cada pedacinho, peguei uma faca de mesa, e raspei a batata palha para soltá-la do prato, espalhando-a novamente. Então, repeti esse processo mais uma vez e pronto: batata palha sem uma gota de óleo!

Mesmo admitindo que a batata palha dá mais trabalho por render menos (ela não fica com as tirinhas perfeitas, como quando a fritamos, mas diminui bastante e fica enroladinha – veja na foto), é reconfortante saber que podemos saboreá-la apenas com sal, sem ingerir ao mesmo tempo aquele tanto de óleo que deixa a mão cheia de gordura e a consciência cheia de culpa.

Testei fazer as cascas e as rodelas fininhas também no forno, e dá certo, só que demora um pouco mais. Coloquei papel manteiga em uma assadeira, untei levemente com óleo (se não, elas vão grudar, mesmo…), e dispus as rodelas e fatias de casca uma ao lado da outra. Em forno a 160°C, deixei-as por 10 minutos. Depois as virei e voltei-as ao forno por mais 10 minutos, até que ficassem crocantes. Cuidado, pois elas queimam com facilidade! Se você tiver mais tempo e paciência, pode deixar seu forno bem baixinho e aí elas vão desidratar mais devagar, e ficar menos coradas e certamente mais crocantes. Mas o tempo é bem maior que esses 20 minutos à 160°C.

Repare nas fotos, inspire-se, e teste esse petisco light e nutritivo. Acostumar nosso paladar, e principalmente o de nossas crianças, a uma alimentação sem frituras, é sem dúvida alguma um investimento na sua saúde e na de sua família!

Pudim de Pão: 3 em 1

 Posted by at 8:34 pm  Sem categoria
jan 282010
 

(publicada originalmente na edição 10 – setembro de 2009 – primeira quinzena)

Pudim é coisa de vó. Pelo menos, na minha família. E aposto que dá pano pra manga discutir qual pudim da avó de quem é o mais gostoso, o mais tradicional. Mas acontece que não tem como ganhar essa discussão, justamente porque cada um tem uma preferência, um gosto que foi sendo formado ao longo da infância, durante almoços de família e encontros de final de semana.

Então, para fazer esta receita, a primeira coisa que fiz foi… ligar para minha avó. E ela me passou sua receita de pudim de… pom. Sim: pom. Porque, como boa descendente de italianos, ela não faz macarrão: faz macarrom. E ainda com aquele “r” tremido no céu da boca e com aquele biquinho que coloca um sorriso instantâneo na boca dos privilegiados que a conhecem. Aliás, quando contei para ela que um amigo havia sugerido começar a coluna falando sobre esse jeito gostoso que ela tem de falar, ela disse: “Ai, que cachorrom…”, e caiu na risada. “Corujices” à parte, vamos à receita.

Pudim de Pom da Vó Laura

3 ½ xícaras de pão amanhecido picado
1 ½ xícara de leite
2 ovos
4 colheres (sopa) de açúcar
canela em pó
4 colheres (sopa) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó
2 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado

Misture o pão picado e o leite em uma tigela e deixe amolecer. Junte os ovos, o açúcar, a farinha de trigo e o parmesão, e misture bem. Tempere com a canela em pó, e coloque por último o fermento. Coloque a massa em uma fôrma untada com manteiga e enfarinhada, e leve para assar a 180°C por 30 a 35 minutos.

Partamos do princípio de que existem tantos tipos de pudim de pão e tantas variações da receita quantas famílias italianas nas quais as avós falam “pom”. Assim, você também pode se aventurar e mexer e remexer na receita a seu bel-prazer. Prove novos sabores, misturando à massa uvas passas, ameixa seca, maçã, banana, nozes, coco ralado, essência de baunilha, etc; ou substituindo parte do leite integral por leite de coco. Se preferir, ao invés de colocar canela na massa, faça uma mistura de açúcar e canela para peneirar por cima do pudim antes de servir. Ou faça os dois!
Abaixo estão mais 2 receitas que testei, baseadas na da Vó Laura.
E aí? Qual vai ser nesse final de semana?

Pudim de pão cremoso

Faça a receita exatamente como descrito acima (inclusive o modo de preparo), mudando apenas a quantidade de pão para 3 xícaras, e de leite para 3 xícaras também.
Com esta receita, você pode também fazer o seguinte: em uma fôrma untada com manteiga, coloque uma calda de açúcar (tipo calda para pudim), e arrume rodelas de banana sobre essa calda. Despeje a massa sobre essa calda, asse em forno à 180°C, e confira o resultado depois de desenformar.

Pudim de pão em calda

1 ½ xícara de pão picado
2 ½ xícaras de leite
3 ovos
3 colheres (sopa) de açúcar

Deixe o pão amolecer no leite por alguns minutos, junte os ovos e o açúcar, e coloque a massa em uma fôrma para pudim, já com a calda de açúcar no fundo. Asse em banho-maria e desenforme depois de frio.

Geléia de casca de manga

 Posted by at 8:23 pm  Sem categoria
jan 282010
 

(publicada originalmente na edição 8 – julho de 2009 – segunda quinzena)

É domingo de manhã. Você acorda e resolve que, a partir de agora, vai ser mais saudável. Não que você vá sair por aí comendo tofu a torto e a direito, mas aumentar a quantidade de frutas em seu cardápio não deve ser tão difícil. Aí, você vai para a cozinha e decide começar o dia com um belo suco natural. E quem te olha da fruteira? Aquela manga, que há uma semana descansa em paz entre duas ou três laranjas.
“De hoje ela não passa”, você pensa. E, antes de sair para comprar os ingredientes do churrasco (afinal, dieta se começa na segunda… e essa reuniãozinha já estava marcada há muito tempo, também!), ela vai para o liquidificador e se transforma em um suco bem do gostoso!
Mas e aí? Casca pro lixo? De jeito nenhum! Casca pra panela!

Geléia de casca de manga com erva-doce:

2 xícaras de casca de manga picada
1 saquinho de chá de erva-doce
1 litro de água
¼ xíc. de açúcar

Pique a casca em tirinhas e leve ao fogo com a água e o saquinho de chá. Deixe ferver por aproximadamente 30 minutos. Se a manga estiver mais madura que a da foto, será por menos tempo. Quando a casca estiver bem macia, retire o saquinho de chá, leve o restante ao liquidificador e bata bem. Volte esse purê à panela e cozinhe com o açúcar até atingir o ponto de geléia (deve ser apenas por mais alguns minutos).

Sugiro usar o saquinho de erva-doce pois nem todo mundo gosta de morder aquelas sementinhas, mas se você gostar, pode retirá-lo apenas para bater no liquidificador, depois abrir o saquinho e colocar a erva-doce no purê já batido.
Outra idéia é ferver o caroço junto com a casca, no começo da receita. Isso vai acentuar o sabor de manga. E quanto mais madura ela estiver, menos açúcar você vai precisar usar, então vá colocando aos poucos.

Essa receita é rápida, em no máximo 40 minutos você tem sua geléia prontinha. E se você não for fazê-la logo que descascar a manga, pode congelar a casca e usá-la quando quiser.
Isso é importante: não se esqueça de lavar bem a manga antes de descascá-la!

Essa geléia fica deliciosa para ser comida normalmente, como geléia mesmo. E, se você não contar, ninguém vai saber que foi feita com a casca, principalmente se ela estiver bem madurinha. Se não estiver, também não parece geléia de casca: parece que foi feito com manga verde. Mas o legal é contar, mesmo!
Agora, tente isso: misture algumas gotinhas de vinagre ou suco de limão, e… lembra daquele churrasco? Pois é: pegue um pedacinho de carne bem temperada, ou de uma linguiça apimentada, e coloque um pouquinho dessa geléia em cima. Hum… você vai começar a ver geléias com outros olhos!

Diet ou Light?

 Posted by at 8:08 pm  Sem categoria
jan 282010
 

(publicada originalmente na edição 6 – junho de 2009 – segunda quinzena)

Você está fazendo compras no supermercado e vai até a prateleira de bolachas e biscoitos. Ali, você encontra exemplares diet e light. Ao escolher, você pensa: “Hum… o diet com certeza tem menos calorias que o light. Vou ficar com ele!”. De lá, você resolve passar na seção de chocolates. Então, dentre os mais diversos tipos, sabores e formatos, você vê uma versão diet daquele seu chocolate favorito. Não pensa duas vezes: “Já que é diet, como com menos culpa!”. E o coloca no carrinho.
Mas, a caminho do caixa, você repara em outros produtos, como o sal light, e eis que surge a dúvida: afinal, qual é a diferença entre um produto diet e um light?
Então, vamos lá: um produto diet é aquele que é isento de algum nutriente (açúcar, sódio, gordura, etc.), e um produto light é aquele que sofreu redução de pelo menos 25% em algum nutriente, se comparado ao produto convencional.
Agora, vamos exemplificar:

Diet
Produtos diet são elaborados para dietas restritivas, ou seja, para pessoas que apresentam condições específicas de saúde, como diabetes, hipertensão e colesterol alto.
Produtos sem açúcar são destinados a diabéticos; produtos sem sal são destinados a hipertensos; e assim por diante. Então, produtos diet não são necessariamente indicados para quem quer perder peso!
Esse é o caso do chocolate diet: para compensar a quantidade que o produto teria de açúcar, há uma quantidade maior de gordura. Portanto o chocolate diet pode ser até mais calórico que um similar convencional. Então, atenção: a ausência de açúcar não significa necessariamente menos calorias!

Light

O produto light tem algum nutriente reduzido em pelo menos 25%, se comparado ao produto convencional. Assim, da mesma forma que se encontra um iogurte light, com teor reduzido de gordura, é possível encontrar um sal light, com teor reduzido de sódio. A redução de algum nutriente não significa necessariamente uma redução calórica.

Então, o recado é o seguinte:
Produtos diet e light não tem necessariamente menos calorias! Quem deseja emagrecer deve primeiramente procurar um médico, e principalmente não consumir produtos diet e/ou light indiscriminadamente, pois a supressão ou redução de algum nutriente pode vir acompanhada do aumento ou inclusão de algum outro.
Além disso, como esses produtos tendem a ser mais caros que suas versões tradicionais, é importante observar a tabela nutricional para saber se a troca pela versão diet ou light é justificável, se ela vale a pena mesmo.
Comece observando as tabelas nutricionais dos produtos quando você for fazer sua próxima compra, e vá se familiarizando com o formato e os termos da tabela. Seu corpo só tem a ganhar com uma atitude consciente! E boas compras!

Fonte: http://www.inmetro.gov.br