fev 032011
 

Monge… uma questão que sempre me intrigou: Tostines é fresquinho porque vende mais? Ou vende mais porque é mais fresquinho? (Desculpe o merchan). (José Antonio)

Meu caro José Antonio, sobre o “efeito Tostines” e outras contradições do gênero, recomendo a leitura de uma pergunta respondida há alguns meses, sobre o ovo e a galinha. Mas relaxe que o Monge não liga para merchandising. Aliás, não entendo patavinas. Nem sei quem teria que dar dinheiro para quem em uma ação de uso indevido da marca, por exemplo.

Mas enfim, o meio publicitário é muito chato mesmo. Muito ego e pouca criatividade, proporcionalmente. Dezenas de cabeças geniais, confinadas em uma agência com o nobre objetivo de terem “grandes ideias” para aumentar a venda de um determinado produto. De vez em quando surgem algumas boas sacadas, como a famigerada “dúvida cruel” das bolachas Tostines. Mas no geral, clichês e piadinhas sem graça dão o tom dominante.

É a essência da comunicação: todo mundo sempre tem alguma coisa a dizer. Principalmente na hora de vender. O bom vendedor não apenas convence o consumidor de que o produto é bom, mas principalmente o convence a dar o seu dinheiro por aquele produto. É aí que entra a publicidade. Uma piada aqui, uma bela mensagem ali, e o tal consumidor sente simpatia pela marca, torna-se atraído pelo produto. E inicia um relacionamento com aquela empresa, que lhe oferece um produto de forma tão convincente. Mesmo que, no futuro, esta relação acabe em ódio e frustração. No mercado, a monogamia não funciona bem. Toda marca é promíscua por excelência.

ago 062010
 

Monge, por que a Coca-Cola é tão gostosa? (usuário da máquina de Coca-Cola na faculdade)

Coca-Cola? Onde? Dê um gole para o Monge, vá, não seja egoísta. Também quero apreciar este que é o refrigerante mais vendido no mundo, uma liderança inquestionável. Mas o porquê dela ser tão gostosa, na verdade, é um segredo guardado a sete chaves pela companhia.

Não sabia? Pois é, a Coca-Cola não revela a fórmula exata do refrigerante para ninguém. Nas embalagens da bebida é possível encontrar os principais compostos presentes, mas diversas informações sobre a fórmula exata, como as matérias primas dos ingredientes e a proporção final da receita – são protegidos por uma série de patentes que impedem sua revelação. A força do mistério é tamanha que a companhia chegou a renunciar a um mercado de quase 500 milhões de pessoas na Índia, nos anos 70, quando o governo indiano exigiu que revelassem a fórmula como condição para autorizar a fabricação do refrigerante naquele país. A Coca-Cola só fez esperar, e em 1993 estava de volta ao território indiano.

É o poder da marca. Não é só o fato de que o refrigerante agrada a uma imensa maioria de quem o experimenta pela primeira vez. A Coca-Cola soube como ninguém consolidar o seu nome no imaginário popular, transformando-se não apenas em uma marca conhecida mundialmente, mas em um ícone cultural. Referências à bebida aparecem em músicas, filmes, livros e artes plásticas. Soma-se a isso uma publicidade excelente e jogadas de marketing muito bem elaboradas, como a mudança da fórmula nos anos 80 (apenas para retomar a fórmula antiga depois, sob a alcunha de Classic Coca-Cola) e a lenda da mensagem da companhia na lua, em 1999, que seria visível a todas as pessoas da Terra (fato que não aconteceu, mas que serviu para aumentar ainda mais a mística da Coca-Cola como uma das mais poderosas empresas do mundo).

É uma das empresas com maior inserção de mercado no mundo. Praticamente ninguém desconhece a marca, ou fica alheio aos seus jingles e personagens marcantes. Quem não se diverte com os ursos polares da Coca-Cola, garotos propaganda criados para incentivar o consumo do refrigerante no inverno? Até mesmo o bom velhinho Papai Noel é um personagem da companhia, visto que a sua imagem atual – roupa e gorro vermelho com detalhes em branco, gordo, barbudo e bonachão, e as luvas verdes – foi criada por publicitários da Coca-Cola no início do século XX (aposto que não sabia disso também, leitor). Pois é, influência é isso aí.

jul 172010
 

A Cidade

Atestado médico tira metade dos coletores de lixo das ruas

CI – Condições desumanas, serviço indispensável e mal remunerado.

Gazeta Ribeirão

Secretária é arrastada por 50 metros durante assalto

CI – Barbárie.

O Globo

O pesadelo virou realidade

CI – Criança assassinada com bala perdida.

O Estado de São Paulo

Gasto do Planalto em 2010 com publicidade supera limite legal

CI – Virou um limite chato, na visão deles.

Folha de São Paulo

Corregedor quer apurar o caso EJ antes das eleições

CI – Justo e conveniente.

Jornal do Brasil

Planos devem R$ 40 mi ao SUS

CI – Quem ganha em cima do atraso da fatura?

Correio Braziliense

Quadrilha rouba R$ 3 milhões da GEAP

CI – Seguridade sem segurança.

Zero Hora

Onda de frio produz marca histórica no sul

CI – Recordes preocupantes.

Estado de Minas

Importação de aço deixa construção mais barata em BH

CI –  Mas a Vale não é brasileira?

Valor Econômico

Sem edição aos finais de semana.

CI – Comentário Inconfidente