mar 102011

Ó, estimado leitor,

Que em toda sua vida a luz da sabedoria alcance seu caminho

Que as peripécias do destino não peguem-no de calças curtas

Sem saber o que fazer, o que dizer, como agir

Que em todos os percalços vindouros, fatalmente

Tenha sempre uma opção, uma saída Continue reading »

jul 012010

Monge quem você acha que vai dar amanhã: flor ou cana? (Holanda ou Brasil)? (Natália Amaral Antunes)

Oba, uma pergunta sobre a Copa! E uma das mais clássicas: palpite de resultado. Bem, o Monge gosta da imprevisibilidade que às vezes ocorre no futebol, especialmente na Copa do Mundo. Porém, como todo brasileiro, é claro que já tenho uma previsão: vai dar Brasil, mas no sufoco. Nem vou tecer considerações sobre os problemas da defesa e sobre a falta que o Elano vai fazer, mas acho que ainda assim a seleção brasileira consegue passar para as semifinais. E se por acaso der Holanda, nem vou me surpreender tanto assim. Não se pode subestimar um adversário de uniforme laranja, e isso nós aprendemos na marra em 1974.

De lá pra cá as seleções de ambos o países mudaram muito, mas a Holanda sempre será considerada uma seleção de nome, mesmo quando não bate tanta bola assim. A tradição do futebol é mais forte do que qualquer outra coisa. Isso explica o porquê de o Uruguai, por exemplo, ser considerado uma equipe forte em cada Copa no qual participa, embora pouco ouvimos falar do futebol uruguaio. Seus dois títulos mundiais, conquistados em 1930 e 1950, impõem respeito até hoje. Principalmente o segundo, trauma eterno da nossa seleção, que perdeu para o Uruguai na final em pleno Maracanã. E não há coleção de títulos ou simpatias que tire esse mau agouro. Somente a vitória na Copa de 2014, novamente em nossa casa, poderá nos redimir. Se a gente chegar até lá.

Porém, nesta Copa o Uruguai já está nas quartas, e irá enfrentar o Brasil na semifinal, se ambos passarem. Talvez venha aí o tricampeonato uruguaio, quem sabe? E não adianta chamar o Monge de agourento. Eu apenas gosto de pensar em outras possibilidades além do hexa, sonho vendido atualmente por toda a pátria de chuteiras.

Mas a Copa do Mundo é uma bela festa, não acha? É sempre legal acompanhar tantos times de nacionalidades distintas, tantas culturas diferentes, todos envolvidos, ligados pela mesma paixão em torno do futebol. Menos os Estados Unidos, lógico.

Em tempo: fantástico o modo como a pergunta foi feita. Nestas épocas de Copa, é comum nos esquecermos de que poesia existe em todos os lugares, não só em campo, e de que há outras vegetações além dos verdes gramados.

(Inconfidência Literária da edição 11, em setembro de 2009, primeira quinzena)


(Inconfidência Literária da edição 10, em setembro de 2009, primeira quinzena)


Palavras Soltas

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