dez 232010
 

“Como é que o Papai Noel não se esquece de ninguém?” (Da canção natalina que todo mundo conhece)

Seja rico ou seja pobre, o velhinho sempre vem, não é isso? Em tempos em que até a grande mídia resolveu evocar a existência real do Papai Noel (para além da criação cultural da Coca-Cola), o Monge também quer elucubrar sobre o misterioso bom velhinho. Mas espere aí, a temática do Natal não era para ser sobre amor e compreensão, em homenagem ao aniversariante? Bem, já comentei por aqui que a festa de 25 de dezembro é muito antiga, tendo sido celebrada como aniversário de muitas outras divindades humanas. A data marca o fim do solstício de inverno no hemisfério norte, e tem a ver com renascimento, renovação, vida e morte, mudanças de era, cataclismas e afins. Mas isto é um assunto para outra oportunidade. Continue reading »

dez 022010
 

Monge, o que você vai pedir neste Natal? (dos milhares de leitores do Monge)

Pergunta básica, feita geralmente por aqueles que querem te dar um presente, mas não tem a mínima idéia por onde começar. Ou então por invejosos de carteirinha, sempre com os olhos voltados para as conquistas e presentes alheios. Mas creio que, na verdade, estão querendo sugestões de coisas para se pedir, não para presentear. Nem sempre sabemos com certeza o que desejamos, e nunca é demais buscar sugestões. Assim como nunca é demais oferecê-las. Continue reading »

ago 062010
 

Monge, por que a Coca-Cola é tão gostosa? (usuário da máquina de Coca-Cola na faculdade)

Coca-Cola? Onde? Dê um gole para o Monge, vá, não seja egoísta. Também quero apreciar este que é o refrigerante mais vendido no mundo, uma liderança inquestionável. Mas o porquê dela ser tão gostosa, na verdade, é um segredo guardado a sete chaves pela companhia.

Não sabia? Pois é, a Coca-Cola não revela a fórmula exata do refrigerante para ninguém. Nas embalagens da bebida é possível encontrar os principais compostos presentes, mas diversas informações sobre a fórmula exata, como as matérias primas dos ingredientes e a proporção final da receita – são protegidos por uma série de patentes que impedem sua revelação. A força do mistério é tamanha que a companhia chegou a renunciar a um mercado de quase 500 milhões de pessoas na Índia, nos anos 70, quando o governo indiano exigiu que revelassem a fórmula como condição para autorizar a fabricação do refrigerante naquele país. A Coca-Cola só fez esperar, e em 1993 estava de volta ao território indiano.

É o poder da marca. Não é só o fato de que o refrigerante agrada a uma imensa maioria de quem o experimenta pela primeira vez. A Coca-Cola soube como ninguém consolidar o seu nome no imaginário popular, transformando-se não apenas em uma marca conhecida mundialmente, mas em um ícone cultural. Referências à bebida aparecem em músicas, filmes, livros e artes plásticas. Soma-se a isso uma publicidade excelente e jogadas de marketing muito bem elaboradas, como a mudança da fórmula nos anos 80 (apenas para retomar a fórmula antiga depois, sob a alcunha de Classic Coca-Cola) e a lenda da mensagem da companhia na lua, em 1999, que seria visível a todas as pessoas da Terra (fato que não aconteceu, mas que serviu para aumentar ainda mais a mística da Coca-Cola como uma das mais poderosas empresas do mundo).

É uma das empresas com maior inserção de mercado no mundo. Praticamente ninguém desconhece a marca, ou fica alheio aos seus jingles e personagens marcantes. Quem não se diverte com os ursos polares da Coca-Cola, garotos propaganda criados para incentivar o consumo do refrigerante no inverno? Até mesmo o bom velhinho Papai Noel é um personagem da companhia, visto que a sua imagem atual – roupa e gorro vermelho com detalhes em branco, gordo, barbudo e bonachão, e as luvas verdes – foi criada por publicitários da Coca-Cola no início do século XX (aposto que não sabia disso também, leitor). Pois é, influência é isso aí.