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	<title>Inconfidência Ribeirão &#187; noites sem estrelas</title>
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		<title>Gato – (por Manoela N. Ferreira)</title>
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		<pubDate>Sun, 31 Jan 2010 03:31:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>daredacao</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Era uma vez um gato preto, desses aê que rondam os telhados, passam despercebidos. Uma vez o gato tentou conversar com a lua e esta, no seu silêncio, nada lhe dizia que não se parecesse com o comum soar da passagem tímida dos carros nas avenidas. Era uma vez um gato preto (ou seriam duas <a href='http://inconfidenciaribeirao.com/2010/01/o-gato/'>[...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Era uma vez um gato preto, desses aê que rondam os telhados, passam despercebidos. Uma vez o gato tentou conversar com a lua e esta, no seu silêncio, nada lhe dizia que não se parecesse com o comum soar da passagem tímida dos carros nas avenidas.</p>
<p style="text-align: justify;">Era uma vez um gato preto (ou seriam duas vezes?), desses aê que nunca ouvem a lua, rondam os telhados e dão apenas atenção aos motores dos automóveis.</p>
<p style="text-align: justify;">Era uma vez uma lua, que de tão sozinha já havia perdido as esperanças de que alguém lhe desse atenção, e de tão triste, chorava todas as noites lágrimas prateadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Era uma vez, duas vezes, uma lua, que de tanto chorar , tinha a visão embaçada, e por isso estava tão sozinha.</p>
<p style="text-align: justify;">O gato preto (falta da repetição?) andava com um desejo, ele queria saber como seria ser um humano.</p>
<p style="text-align: justify;">A lua, tão cheia de brilho, tão cega e opaca, queria contar ao mundo como era a visão lá de cima, quanta existência existia.</p>
<p style="text-align: justify;">Um dia, ou melhor, uma noite, o gato avistou um alto telhado.</p>
<p style="text-align: justify;">O homem acha que consegue explicar as noites sem estrelas.</p>
<p style="text-align: justify;">(thedarktowerofabyss@hotmail.com)</p>
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