ago 192010
 

A velocidade de rotação da Lua é a mesma da rotação da Terra? (Luís Paulo Bertocco)

Interessante, uma pergunta sobre astronomia. Mais interessante ainda é receber uma pergunta daquelas que se pode procurar no Google pela resposta. Os leitores devem gostar mesmo dos comentários do Monge!

Então vamos lá. O primeiro passo é buscar a informação na internet (sim, porque não faço a mínima ideia). A Wikipédia diz que o tempo de rotação da Lua é de 27 dias, 7 horas e 43 minutos. Ou seja, é bem mais lenta do que a rotação da Terra, cujo período completo é de 23 horas, 56 minutos e 4,09 segundos. Curioso é que a rotação da Lua possui o mesmo período que sua translação. Isso explica o porquê dela exibir sempre a mesma face para nós que a observamos daqui: conforme a Lua gira ao redor da Terra, ela vai realizando uma volta sobre si mesma na mesma proporção, como se estivesse nos observando de volta, o tempo todo. O famoso “lado escuro” da Lua, porém, é iluminado pelo Sol quando ela está em sua fase Nova.

A Lua deve ser um lugar bem interessante. Embora não seja o maior satélite natural do nosso sistema (Ganimedes, uma lua de Júpiter, ocupa este posto de honra), ela é proporcionalmente a maior, com relação ao tamanho do planeta em que orbita. Nossa Terra é um planeta de dimensões modestas perto dos gigantes do Sistema Solar, mas a nossa Lua é bem grandinha. Tão grande que influencia diversos fenômenos naturais por aqui, como as marés, o ciclo de vida de vários seres vivos, o crescimento das plantas (e do cabelo, segundo alguns)… Até mesmo nossos humores, dizem, são afetados pelo ciclo lunar. E convenhamos, não dá para imaginar o céu noturno sem a presença dela. Os poetas e namorados não teriam a quem recorrer nos momentos de amor e inspiração.

ago 062010
 

Monge, por que a Coca-Cola é tão gostosa? (usuário da máquina de Coca-Cola na faculdade)

Coca-Cola? Onde? Dê um gole para o Monge, vá, não seja egoísta. Também quero apreciar este que é o refrigerante mais vendido no mundo, uma liderança inquestionável. Mas o porquê dela ser tão gostosa, na verdade, é um segredo guardado a sete chaves pela companhia.

Não sabia? Pois é, a Coca-Cola não revela a fórmula exata do refrigerante para ninguém. Nas embalagens da bebida é possível encontrar os principais compostos presentes, mas diversas informações sobre a fórmula exata, como as matérias primas dos ingredientes e a proporção final da receita – são protegidos por uma série de patentes que impedem sua revelação. A força do mistério é tamanha que a companhia chegou a renunciar a um mercado de quase 500 milhões de pessoas na Índia, nos anos 70, quando o governo indiano exigiu que revelassem a fórmula como condição para autorizar a fabricação do refrigerante naquele país. A Coca-Cola só fez esperar, e em 1993 estava de volta ao território indiano.

É o poder da marca. Não é só o fato de que o refrigerante agrada a uma imensa maioria de quem o experimenta pela primeira vez. A Coca-Cola soube como ninguém consolidar o seu nome no imaginário popular, transformando-se não apenas em uma marca conhecida mundialmente, mas em um ícone cultural. Referências à bebida aparecem em músicas, filmes, livros e artes plásticas. Soma-se a isso uma publicidade excelente e jogadas de marketing muito bem elaboradas, como a mudança da fórmula nos anos 80 (apenas para retomar a fórmula antiga depois, sob a alcunha de Classic Coca-Cola) e a lenda da mensagem da companhia na lua, em 1999, que seria visível a todas as pessoas da Terra (fato que não aconteceu, mas que serviu para aumentar ainda mais a mística da Coca-Cola como uma das mais poderosas empresas do mundo).

É uma das empresas com maior inserção de mercado no mundo. Praticamente ninguém desconhece a marca, ou fica alheio aos seus jingles e personagens marcantes. Quem não se diverte com os ursos polares da Coca-Cola, garotos propaganda criados para incentivar o consumo do refrigerante no inverno? Até mesmo o bom velhinho Papai Noel é um personagem da companhia, visto que a sua imagem atual – roupa e gorro vermelho com detalhes em branco, gordo, barbudo e bonachão, e as luvas verdes – foi criada por publicitários da Coca-Cola no início do século XX (aposto que não sabia disso também, leitor). Pois é, influência é isso aí.

jan 312010
 

Era uma vez um gato preto, desses aê que rondam os telhados, passam despercebidos. Uma vez o gato tentou conversar com a lua e esta, no seu silêncio, nada lhe dizia que não se parecesse com o comum soar da passagem tímida dos carros nas avenidas.

Era uma vez um gato preto (ou seriam duas vezes?), desses aê que nunca ouvem a lua, rondam os telhados e dão apenas atenção aos motores dos automóveis.

Era uma vez uma lua, que de tão sozinha já havia perdido as esperanças de que alguém lhe desse atenção, e de tão triste, chorava todas as noites lágrimas prateadas.

Era uma vez, duas vezes, uma lua, que de tanto chorar , tinha a visão embaçada, e por isso estava tão sozinha.

O gato preto (falta da repetição?) andava com um desejo, ele queria saber como seria ser um humano.

A lua, tão cheia de brilho, tão cega e opaca, queria contar ao mundo como era a visão lá de cima, quanta existência existia.

Um dia, ou melhor, uma noite, o gato avistou um alto telhado.

O homem acha que consegue explicar as noites sem estrelas.

(thedarktowerofabyss@hotmail.com)