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	<title>Inconfidência Ribeirão &#187; histórias da civilização</title>
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		<title>Republicação &#8211; Nobre (Pobre) Natureza Humana&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Apr 2011 12:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gabrielmonge</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma questão que tristemente se repete&#8230; &#160; (Publicado originalmente em 21 de fevereiro de 2010) Monge, por que o ser humano briga tanto? (Tauhana Mariana, de Brasília-DF, por e-mail) Às vezes penso, querida Tauhana, que a pergunta mais precisa seria: quando o ser humano conseguiu, ao longo de sua história, deixar de brigar? Porque parece <a href='http://inconfidenciaribeirao.com/2011/04/pobre-natureza2/'>[...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align: center;">Uma questão que tristemente se repete&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: center;"><em>(Publicado originalmente em 21 de fevereiro de 2010)</em></p>
<h3 style="text-align: justify;"><em>Monge, por que o ser humano briga tanto? (Tauhana Mariana, de Brasília-DF, por e-mail)</em></h3>
<p style="text-align: justify;">Às vezes penso, querida Tauhana, que a pergunta mais precisa seria: quando o ser humano conseguiu, ao longo de sua história, deixar de brigar? Porque parece que a violência para com nosso semelhante está nos genes, na natureza do homem. E não podemos simplesmente culpar o instinto de sobrevivência, fruto de nossa herança animal.<span id="more-9869"></span> Tudo bem que alguns animais tendem a ser mais agressivos do que nós, matando inclusive outros da sua espécie. E sem remorso algum. Mas todo animal é diretamente influenciado por um mecanismo maior até do que o instinto de preservação individual: a perpetuação da espécie. Isso significa que, além de reproduzirem-se e cuidarem de sua prole, animais não saem por aí promovendo “limpezas étnicas” em sua própria espécie. Talvez existam exceções, por exemplo um conflito entre dois bandos de chimpanzés. Mas nunca ouviremos falar que uma população animal diminuiu consideravelmente por culpa deles mesmos.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando o ser humano perdeu este instinto de preservar a sua própria espécie? Em que momento o interesse individual sobrepôs-se ao coletivo? Sim, porque a decisão de exterminar o outro é puramente individual, mesmo que envolva mandar um bando de soldados do seu país para matar um bando de soldados de outra nacionalidade. E também mulheres, idosos e crianças, se estiverem no caminho. Não existe guerra “asséptica”. E tudo isso para que? Para atender aos interesses daqueles que incitaram o conflito em primeiro lugar. Alguém sempre lucra com uma guerra.</p>
<p style="text-align: justify;">E assim vivemos, em uma eterna batalha contra um inimigo vindouro. A paz relativa na qual o mundo parece mergulhada soa como uma grande falácia. Veja se no Iraque ou na Palestina a população desfruta deste sentimento de paz. Veja na África os atritos entre diferentes grupos étnicos, colocados à força sob uma mesma bandeira. Historicamente, nem dá mais para apurar a origem de muitos destes conflitos. Mas eles foram e são alimentados por aqueles que dividiram aquelas terras entre si em primeiro lugar. <em>Aliens</em> caucasianos jogando <em>War</em> no berço da humanidade.</p>
<p style="text-align: justify;">E nem precisamos ir tão longe, olhemos com atenção para o nosso próprio quintal. Guerra civil não-declarada entre facções criminosas, execução sumária de devedores e de “traidores do movimento”, homens da lei perpetrando chacinas entre sem-teto, sem-terra e sem-dignidade. Dignidade esta que lhes foi roubada, extirpada muitas vezes desde o nascimento. Um ser humano que nada tem a perder, pois a sua própria vida foi destituída de qualquer valor. E se até os homens de bem – que possuem direitos, casa, carro e cartão de crédito – não estão imunes ao instinto da violência, pois matariam sem piedade qualquer um que ousar invadir a sua paz privada, por que aqueles que nada tem – e jamais terão – iriam valorizar a vida do outro, glorificando uma civilização que nunca lhes ofereceu nada?</p>
<p style="text-align: justify;">Alguma coisa deu muito errado no curso da História.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Um ano singular, como qualquer outro</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Dec 2010 22:55:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gabrielmonge</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Qual foi o fato mais marcante de 2010? (De uma enquete em qualquer portal de notícias) Com o fim do ano chegando, é hora das famigeradas retrospectivas. Em ano de Copa do Mundo e eleições, então, assunto é o que no falta quando o ano chega ao fim. Dá até um certo saudosismo do que <a href='http://inconfidenciaribeirao.com/2010/12/2010/'>[...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3>Qual foi o fato mais marcante de 2010? (De uma enquete em qualquer portal de notícias)</h3>
<p style="text-align: justify;">Com o fim do ano chegando, é hora das famigeradas retrospectivas. Em ano de Copa do Mundo e eleições, então, assunto é o que no falta quando o ano chega ao fim. Dá até um certo saudosismo do que se passou, ou até um alívio com relação as coisas ruins que ficaram para trás. <span id="more-8022"></span>Retrospectivas também são muito boas para o cidadão conseguir se localizar temporalmente, uma vez que muitos dos fatos mencionados são facilmente esquecidos e transferidos para a memória dos anos passados.</p>
<p style="text-align: justify;">Vamos aos fatos mais relevantes (na opinião do Monge) de 2010. Tivemos a Copa do Mundo, sempre um evento folclórico. Este ano, ela foi marcada principalmente pelas auguras entre um técnico e uma emissora, pelo polvo profeta e pelos atributos pouco esportivos (porém saudáveis) de uma modelo e torcedora paraguaia. Nem vale a pena comentar sobre o pífio desempenho da seleção brasileira (muito menos botar a culpa apenas no Felipe Melo), mas vale parabenizar a Espanha pelo título inédito.</p>
<p style="text-align: justify;">Inédita também foi a eleição da primeira mulher presidente do Brasil, assim como do primeiro palhaço deputado federal (até então, os palhaços eram apenas os eleitores). Nestas eleições, a internet teve um papel importantíssimo como local de discussão, informação e desinformação, principalmente. O que lembra que esta foi uma dos pleitos mais bizarros da história da democracia brasileira, com direito à farsa do Ficha Limpa (de que adianta fichar e incriminar, se depois vão recorrer e conseguir o mandato de qualquer jeito?), à censura ao humor político (talvez o mais bizarro dos fatos destas eleições) e à campanha presidencial mais sórdida de todas (que nem vale a pena comentar). Ainda bem que tudo isto já acabou, mas os efeitos serão sentidos por pelo menos mais quatro anos&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Engraçado como retrospectivas acabam dando a mesma importância a fatos completamente diferentes, como as chacinas criminosas no México, o desaparecimento da amante do goleiro (o Monge teria certeza da morte se encontrassem o corpo), os mineiros soterrados no Chile e as gafes das celebridades e subcelebridades. Não poderia faltar também a lembrança dos diversos desastres naturais que ocorreram em 2010: terremotos no Haiti e no Chile ( e muitos outros lugares), enchentes em diversas localidades do Brasil, nevascas, tufões, entre outros. A cada ano que passa, parece que a Natureza se revolta mais com nossa incômoda presença.</p>
<p style="text-align: justify;">Para o Monge, no entanto, o mais significativo dos eventos de 2010 ocorreu já na reta final do ano, em novembro. O site Wikileaks divulgou uma série de documentos confidenciais “vazados” das centrais de inteligência de diversos países, especialmente dos EUA. O Wikileaks não é exatamente uma novidade, e não é a primeira vez que revelam documentos do gênero. No entanto, o teor das informações compartilhadas balançou como nunca o jogo de poder mundial, desestabilizando o cenário geopolítico como o conhecemos (ou como querem que conhecemos). E o responsável pelo site, sr. Julian Assange, avisa que em 2011 virá muito mais bomba por aí. É a História sendo construída, digna de ser acompanhada com toda a atenção.</p>
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