abr 212011
 

Uma questão que tristemente se repete…

 

(Publicado originalmente em 21 de fevereiro de 2010)

Monge, por que o ser humano briga tanto? (Tauhana Mariana, de Brasília-DF, por e-mail)

Às vezes penso, querida Tauhana, que a pergunta mais precisa seria: quando o ser humano conseguiu, ao longo de sua história, deixar de brigar? Porque parece que a violência para com nosso semelhante está nos genes, na natureza do homem. E não podemos simplesmente culpar o instinto de sobrevivência, fruto de nossa herança animal. Continue reading »

dez 282010
 

Qual foi o fato mais marcante de 2010? (De uma enquete em qualquer portal de notícias)

Com o fim do ano chegando, é hora das famigeradas retrospectivas. Em ano de Copa do Mundo e eleições, então, assunto é o que no falta quando o ano chega ao fim. Dá até um certo saudosismo do que se passou, ou até um alívio com relação as coisas ruins que ficaram para trás. Continue reading »

dez 232010
 

“Como é que o Papai Noel não se esquece de ninguém?” (Da canção natalina que todo mundo conhece)

Seja rico ou seja pobre, o velhinho sempre vem, não é isso? Em tempos em que até a grande mídia resolveu evocar a existência real do Papai Noel (para além da criação cultural da Coca-Cola), o Monge também quer elucubrar sobre o misterioso bom velhinho. Mas espere aí, a temática do Natal não era para ser sobre amor e compreensão, em homenagem ao aniversariante? Bem, já comentei por aqui que a festa de 25 de dezembro é muito antiga, tendo sido celebrada como aniversário de muitas outras divindades humanas. A data marca o fim do solstício de inverno no hemisfério norte, e tem a ver com renascimento, renovação, vida e morte, mudanças de era, cataclismas e afins. Mas isto é um assunto para outra oportunidade. Continue reading »

set 112010
 

No que eu estou pensando? (Alguém Curioso)

Bem, Sr. Curioso (que eu sei quem é pelo email que mandou a pergunta, mas vou manter o mistério), não tenho como saber no que você está pensando. Não fui agraciado com o dom da telepatia, tampouco da adivinhação. Posso apenas especular que o Sr. quis fazer uma pergunta capciosa, que pensou que o Monge não teria como responder. Estou certo? Se não estou, devo ter chegado perto.

Fico pensando como seria o mundo se a comunicação telepática fosse algo corriqueiro. Os sistemas de telefonia nunca teriam sido inventados, o próprio conceito da internet talvez não existisse. Sim, porque até as imagens e sons imaginados poderiam ser transmitidos diretamente para os outros. Imagine um cineasta que não precisa da câmera, dos atores nem de nada do set, apenas usa a imaginação para criar uma bela história e transmite-a diretamente para a cabeça de cada um de nós, seu público cativo. Ou um músico impregnando os pensamentos alheios com uma canção encantadora. Não teríamos mais os instrumentos, os sistemas de som. Nem os jornais, pois a notícia correria de mente em mente até chegar à sua. E não teríamos os programas de rádio, os livros, as cartas de amor, nem as artes plásticas. E nem os museus.

Em compensação, não teríamos mais guerras e conflitos. Tudo seria uma questão de entrar um lado na cabeça do outro, para entender a diferença dos pontos de vista sob todos os ângulos. E buscar uma solução viável para todo mundo. E assim, a nossa civilização teria se desenvolvido à margem das diferenças. As culturas iriam se fundir, e apenas as desigualdades físicas restariam. Mas já não fariam diferença porque, telepaticamente unidos, teríamos a convicção de que somos todos iguais. Um pensamento só, massificado.

Há uma boa razão para os telepatas reais não se manifestarem.