abr 052011
 

A vida é um processo cíclico, para todo e qualquer indivíduo. Prova disso é a insistência da repetição. Situações, dúvidas e pensamentos que ocorrem de novo e de novo, em momentos distintos da vida de um ser humano.

Para alguém treinado a responder perguntas como o Monge, o ciclo do mundo é medido através dos questionamentos que encontra. E qual não foi a sua surpresa ao ouvir, aleatoriamente, um cidadão efetuando uma pergunta a um colega, que apenas riu e balançou a cabeça. A questão era idêntica a outra que o Monge respondeu há quase um ano.

Vale a pena recordar, por que não?

(Publicado originalmente em 30 de junho de 2010)

Por que certas pessoas só atraem gente louca para suas vidas? (Élio Galli)

Hehe, taí uma pergunta interessante. Todos nós conhecemos pessoas que são verdadeiros para-raios de doido, isso quando não o somos nós mesmos. Sabe aquele cara que sempre atrai um bêbado aleatório para conversar com ele? Continue reading »

nov 032010
 

Monge, em todas as cidades do Brasil acha-se travestis. Nas cidades da Europa os travestis são brasileiros. Por que o Brasil tem esse fascínio por travestis? Freud explica? (Leonildo Jr., por email)

Pobre Freud, sempre é evocado quando o assunto possui algum cunho sexual. É verdade que Freud foi quem mais significativamente nos disse que a sexualidade assume diversas formas, e que isso é normal. Mas não foi ele o criador de todas as fantasias, apenas aquele que acendeu a luz do quarto, com todo mundo ainda lá dentro.

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Cama de mãe

 Posted by at 1:07 pm  Pergunte ao Monge
jul 202010
 

Por que é tão bom dormir na cama da mãe? (Lívia Ricci, pergunta “apropriada” pelo Monge)

Geralmente a cama da mãe é de casal, e isso em si já é um belo motivo para preferir dormir lá ao invés daquela caminha de 80 cm de largura, na qual você dorme desde os seis anos de idade. E se não mora mais com a sua mãe, é muito provável que seja na sua cama de criança que você dormirá quando for visitá-la. E se por acaso mamãe já se desfez da sua velha cama, sempre haverá o sofá. Visualize então como a cama de casal parece uma opção muito mais confortável. O chato é ter que dividi-la com seus irmãos, além da sua mãe, já que não é justo jogá-la para dormir em outro lugar para favorecer a folga dos filhos, que já estão bem crescidinhos. E tem o seu pai também, se eles ainda moram juntos (e se dormem juntos na mesma cama). Mas talvez ele já seja mais acostumado ao sofá…

Ah, o Monge sabe que há alguns leitores (especialmente o pessoal da Psicologia) um pouco incomodados com o assunto. Essa história de dormir na cama da mãe, expulsar o pai para o sofá, Freud já explicava muito bem. Mas sinto muito, meus queridos colegas, esta resposta desconsidera completamente qualquer possibilidade de complexo de Édipo. Não queiram apropriar-se do contexto em prol da confirmação de uma teoria que nem está sendo tratada aqui. Já notou o “sorrisinho” no canto da boca de qualquer estudante da psicanálise freudiana quando qualquer um fala da própria mãe? Então…

Uma amiga do Monge (através da qual a pergunta caiu nas mãos dele) disse que a principal razão de dormir na cama da mãe é a memória corporal e olfativa. Concordo. O olfato é, dos cinco sentidos, o que tem a maior capacidade de “resgatar” a memória. Isso se dá porque o nervo olfativo passa no meio do sistema límbico, área do sistema nervoso ligada às emoções. Ou seja, o olfato ativa os componentes emocionais ligados a uma determinada lembrança, que vem à tona com muito mais intensidade. Por isso, sentir o cheiro da cama da sua mãe remete aos tempos remotos da infância, quando havia autorização para sorrateiramente abandonar o próprio quarto e esgueirar-se entre os cobertores maternos, buscando o carinho daquela que sempre te protegia de todos os medos. O sono mais tranquilo de todos. Não é de se estranhar que busquemos esta sensação mesmo quando já estamos bem grandinhos. Memórias sensoriais de um tempo em que Freud ainda não havia bagunçado as nossas idéias.