Coloquio_Ruth_Duarte

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Para falar sobre todo o currículo acadêmico e profissional de Ruth de Gouvêa Duarte seria necessário um adendo neste Colóquio. Graduada em Ciências Físicas e Biológicas pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), possui mestrado e doutorado em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo (USP). É professora, pesquisadora, escritora com indicação ao Prêmio Jabuti e avó do Gabriel (o Monge do IR!). Nos recebeu em sua casa, em São Carlos, para uma conversa sobre inconfidências da educação.

Décadas de experiência

Marcelo Dias –  Como está a educação no Brasil, com relação ao acadêmico, ao ensino superior?

Ruth de Gouvêa Duarte - A educação é um processo, não é algo que se possa confinar no lar ou na escola. Mesmo que você pense em educação escolar, ela é um processo também, tem que abarcar muitos anos. É preciso, então, haver dentro da escola uma filosofia de partida, que todos sigam. Caso contrário, começa a haver atrito. Continue reading »

(publicada originalmente na edição 11 – setembro de 2009 – segunda quinzena)

Professor, diretor, reitor, amigo, pai. Durante as últimas quatro décadas esse jovem de cabelos brancos ensina, através de ensinamentos ou exemplo de vida, centenas de jovens (e adultos). Professor Valter de Paula é pró-reitor acadêmico do Centro Universitário ‘Barão de Mauá’. Concedeu-nos o prazer deste Colóquio no bar da Cláudia, na Lagoinha. Local onde encontra os amigos e brinda a vida.


IncRibeirão – Qual é a motivação que o senhor tem para, depois de 43 anos, continuar trabalhando com educação?

Prof. Valter – Não são bem 43 anos, acho que é um pouco mais. Há 43 que eu trabalho no Centro Universitário ‘Barão de Mauá’. Mas antes eu trabalhei no ginásio do estado em Altinópolis. Fiz uns cálculos e dos meus 66 anos, praticamente a minha vida toda eu passei dentro de uma escola. Ora como aluno, ora trabalhando.

IncRibeirão – Então o senhor nunca saiu da escola!? Continue reading »

Após a divulgação da lista de livros exigidos pela Fuvest e Unicamp, questionei-me: até quando vão usar certas obras literárias enfadonhas que causam mais indisposição do que inspiração nos alunos?

Algumas obras (não incluo o canonizado Machado de Assis, longe disso) chegam ao extremo de criar um sentimento de repulsa em parte dos alunos, de tal forma, que muitos deles sequer leem a segunda exigência da lista e, de quebra, nunca mais vão ler um clássico em suas vidas tamanha ojeriza (sentimento de má vontade, aversão – Houaiss) causada.

Outra crítica é sobre a ausência de um conteúdo que aborde de modo mais direto a política. Fica a impressão que a imposição desses livros é alienar as pessoas quanto à política, mesmo porque, ter mentes politizadas é a última coisa que uma determinada fatia da sociedade quer.

Na onda da alienação, criou-se um preconceito com certos autores, que chega a dar medo de abrir um livro deles e ter os olhos queimados pelo fogo eterno. Para citar um exemplo, temos Nicolau Maquiavel (1469-1527), que deu origem ao termo “maquiavélico”, onde é definido no dicionário Caldas Aulete: “Diz-se de indivíduo ardiloso, pérfido, possuidor de mente treinada em arquitetar friamente atos de má-fé”.

Será que toda a obra do escritor italiano, que por bem ou por mal, descreveu o alicerce da política como conhecemos se resume a um rótulo da mesquinhice? Sem mencionar que, quando falamos dele, há quem ache impossível de ler (sem nem mesmo nunca ter pego um na mão ou baixado na internet). Só a “aura” em volta não só dessa obra e desse autor, mas de outros que falam de política, é o suficiente para que boa parte dos alunos jamais cheguem perto de um e o coloquem na mesma classe de livros “que só vão trazer desgosto”.

Para comprovar: você, caso tenha terminado o ensino médio há mais de um ano, lembra do conteúdo dos clássicos que leu no colegial?

por Leonildo Trombela Junior

jan 222010

Reportagem em pdf (clique aqui para baixar/visualizar – 416kb)

(publicada originalmente na edição 6 – junho de 2009 – segunda quinzena)

Livro, casa de conhecimento disposto em páginas, costurado em palavras e imagens. Quando aprisionado em estantes viram criadores de ácaros, celeiro de traças e desesperança. Em bibliotecas de acesso público, oxigenam o saber de uma sociedade independente de sua classe social. E são das camadas mais simples seus mais assíduos freqüentadores. Prova de que cultura não vem de berço e sim da vontade em obtê-la. Continue reading »

Palavras Soltas

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