dez 152010
 

Monge, perguntar não ofende: Em que as mulheres são melhores do que os homens? (Vitor Pucciarelli)

Em diversas coisas, meu caro. Por exemplo, em conseguir o que quiserem dos homens, quando quiserem. Também são muito boas em exercer disputas desnecessárias entre elas mesmas, especialmente com relação a roupas, cabelos e homens. Neste sentido, Continue reading »

set 212010
 

Monge, chegaram à solução do problema: quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha? (Patrícia Alves, alves.paty@yahoo.com.br)

Querida Paty, esse é um dos dilemas mais antigos e clichês da humanidade. Claro que alguns espertinhos sempre vão dizer “o ovo veio primeiro! Os dinossauros botavam ovos, e eles existiam bem antes do que as aves.” Mas se a questão fosse resolvida fácil assim, não seria um dilema clássico. Supomos, então, que o ovo a qual a pergunta se refere seja justamente um ovo de galinha, visto que é dele que a galinha sai. E é justamente a galinha que bota o ovo, e é esta a raiz retórica do problema. Conceitualmente, quem vem primeiro?

O pessoal da minha geração para cima também costuma chamar esse dilema de “efeito Tostines”, devido a uma variação que ficou famosa em propagandas da marca de bolachas na TV – “vende mais por que é fresquinho, ou é fresquinho porque vende mais?”. Nota-se que o princípio é o mesmo. Outro problema similar ocorre entre a humanidade e Deus, que alguns afirmam ser apenas invenção nossa. Ou seja, Deus criou o homem ou o homem criou Deus? Como provar? Como contestar o argumento do outro? Impossível. Ateus e religiosos continuarão se batendo enquanto a humanidade e Deus existirem. Mas se algum dia Deus deixar de existir, saberemos que os ateus saíram vencedores.

Sim, o Monge está enrolando. Ou melhor, está discorrendo sobre o significado social do dilema proposto em primeiro lugar (falei bonito). Aparentemente, ainda não chegaram à solução do problema do ovo e da galinha. Não sei, talvez exista algum artigo na Science ou na Nature a esse respeito, mas o tema ainda permanece obscuro. Ou talvez seja apenas uma truncagem retórica, uma “pegadinha” para exercitar a capacidade lógica do cérebro. Daquelas questões que não tem solução final, e que cada um vai chegar a uma conclusão diferente. Grandes idéias nascem facilmente deste tipo de discussão.

Encerro propondo outra questão do mesmo tipo, só para o leitor pensar: O que aconteceria se Pinóquio dissesse “meu nariz vai crescer agora”?