Prática na Extensão

 Posted by at 7:26 pm  Crônicas, T.I.
jan 212010
 

(publicada originalmente na edição 4 – maio de 2009 – segunda quinzena)

Prática na extensão. Feliz o universitário que possui em sua faculdade, oferta de cursos de extensão. Ou melhor, que abrigue tal qual um  guarda chuva acadêmico provendo liberdade de ação. Destes projetos nascem as maiores empresas, as melhores idéias e os melhores produtos. De pino cirúrgico biodegradável à diamantes de álcool. Este último conquistado através de um laboratório de sucata na Unicamp pelo pesquisador Vitor Baranauskas.
Explorar o potencial de seus discentes talvez seja sempre o único investimento de retorno ao longo prazo garantido e perene. As instituições que sobreviveram décadas foram por tais práticas, de pesquisa e extensão. O mercado aberto na gestão passada e comedidamente na atual forçaram as faculdades a uma busca  por alunos a ponto de que analfabetos funcionais engordassem as estatísticas de jovens no ensino superior.
A OAB recomendou a não abertura de um sem número de cursos que o MEC autorizou sem grandes dificuldades. A resposta veio pelo Exame da Ordem. É vergonhoso ver  quase 3/4 dos alunos reprovados a cada exame. Mas não se dá cobertura devida ao fato.
As faculdades de jornalismo se formassem com um pouco mais de empenho, talvez os alunos se preocupassem menos com diploma. Haja vista que os publicitários não necessitam do mesmo para exercer a profissão. A criatividade é o limite e vence quem estiver melhor preparado. Cada vez mais a profissão se refina e seus profissionais se profissionalizam.
Francisco Ornellas, diretor do Curso Intensivo de Jornalismo Aplicado do jornal “O Estado de São Paulo”, em palestra de abertura da Semana de Jornalismo – Banco Real falou sobre isso. Disse que nos Estados Unidos não existe essa cobrança e quase a totalidade de profissionais são diplomados. Estejam preparados.
P.N.O. – Com quantas matérias se faz um diploma?

Marcelo Dias