Experiência. Os problemas enfrentados, quando de frente, forjam as condutas. Sem comprimidos, nem analgésicos. É na aceitação do por que passamos certas situações e a tentativa de compreendê-las que reside o crescimento. A matéria de capa é uma lição de vida inestimável, onde o ser humano reflexivo e experiente impõe silêncio diante de qualquer reclamação. A vida é fácil, os contratempos menores e a grama do outro pode ser mais verde, mas na maioria das vezes não enxergamos o tanto de adubo que tem ali.
No Colóquio a apresentação de mais um Inconfidente. A idade pouca, mas com muita bagagem. No estudo, milhares de anos de questionamentos. A idéia de que, no caminhar, o que importa é a própria bússola. Ela aponta para o buracos e muros que devemos passar. Sendo grunge ou não, na cervejaria ou na sacristia, seja você.
A versão impressa continua latente, não desistiremos fácil. Tivemos um mês de muito trabalho para manter a casa aberta. Descobrimos parceiros. Aprendizados edificantes com uns e o prêmio de sermos nós mesmos reconhecidos nos outros. Não há valor no mundo que pague um aperto de mão sincero.

Paciência é uma virtude, persistência é jornalismo.

Música e memória. Em todos os sentidos esses são os temas desta edição. Resgatamos um assunto que só é notícia em dia de decreto no Diário Oficial: o patrimônio histórico e cultural.
Assim como a música, evoluímos (mesmo que o “Entrelinhas” conteste a tese da evolução musical com uma prova irrefutável que, mesmo na arte, há involução). Expandimos o jornal. Crescemos sem perder nossa memória.
Não nos esqueceremos do nosso propósito: Jornalismo. Se George Orwell, em seu trono do além, achou que iria sair de cena, se enganou. A expansão não foi só publicitária, foi de conteúdo também.
Inauguramos a coluna “Sinapse Oculta” com o biólogo (formado pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da USP) e psicanalista Luis Fernando S. de Souza Pinto. O convite? Veio na interação leitor-jornal, onde houve interesse de ambas as partes, ou seja, o leitor tornou-se um dos geradores de conteúdo do jornal (algo imprescindível para o aumento da qualidade e relevância do jornalismo deste século). Dentre seus principais motes – como você bem verá na coluna – Luis Fernando acredita na democratização da ciência e do conhecimento. Algo para todos, além da exclusividade acadêmica.
Outra novidade é o “Humor Inconfidente”, que assim como o “Sinapse Oculta”, surgiu do intercâmbio de ideias entre leitor e jornal. Leandro Ferreirinha (não é apelido!) é um cidadão que visualiza um desenho por cada acontecimento cotidiano. É sua forma de expressão. Consegue em poucos quadros dizer o que muitos levariam o tamanho deste editorial. O máximo da inteligência espacial. Só para ilustrar: quando veio mostrar seu trabalho, em dez minutos desenhou a coluna “Esquizofrenia Escolar” com quadros e falas. E em casa de Ferreirinha, o espeto não é palito de dente, é muito mais elaborado.
No campo das inteligências, exploramos também a musical. A do professor e músico Milton F. Bergo é extraordinária. Aprendeu seu ofício na prática. Afinal, precisa-se um pouco mais que teoria para se fazer o certo naquilo que escolhemos.

Imagem. A civilização ocidental (e a oriental cada vez mais) vive disso. A morte de um ídolo o redime de seus erros, sejam quais forem. Cazuza e Michael Jackson, nas devidas proporções, seriam algum tipo de exemplo? Questionável. Enquanto isso, cidadãos de e do bem, a cada gesto, a cada doação, de sangue ou não, lutam diariamente para manter a cidadania acesa.
Consultoria. É com base na premissa de reconhecer limitações e aprender com a experiência, que buscamos parcerias para obtê-la. E a cada vez mais nos surpreendemos, apesar de torcermos os narizes para algumas. Mas tem bastante coisa nova por aí. Adiantamos duas delas. A contracapa será dedicada aos anúncios publicitários. É a segunda parte de maior visibilidade. A capa é nossa! – gritamos. Está mais do que assegurada pela linha editorial.
A outra mudança, uma demanda interna inquestionável. O Colóquio ganha a penúltima página impressa e o tamanho que necessitar no site. A “palestra” proferida pelo Professor Rufino necessitava de integralidade e qualquer edição poderia prejudicar o conhecimento.  Com um tempero, a participação do Café com Ribeirão. Os jornalistas Raul Ramos e Rodrigo Martins acompanharam e contribuíram para um fechamento épico. Aliás, a cobertura feita por eles, da Feira do Livro, destoa do comum. Mérito de quem trabalha.
E não estranhem. Algumas editorias foram suprimidas propositalmente para dar espaço aos anúncios descritos. Sem meias palavras, garantiram a impressão deste número.  Sinceridade editorial à flor das letras.

Aguardem e confiem.

Leitura. Porta aberta para o conhecimento crítico. Nada como incentivá-la, independente de reciprocidade. Uma contribuição à Feira do Livro. Além das palavras cadenciadas de Cléa Carolina, a proposta lançada, se proporcionar um livro ou um único novo freqüentador às bibliotecas da cidade, terá valido a pena.  Ribeirão tem cultura no ar, só falta mesmo… respirar! Na capa o caminho, siga o seu.
Logo abaixo deste editorial uma foto antiga, mas que retrata a realidade. De tanto triunfar as nulidades, segundo Barbosa (o Rui), alguém leva à sério a hipócrita classe política? À passos mancos começam a levar e assim, cai o rei espada, cai o rei de ouro…
Dentro do propósito de melhoria, aumentamos a margem em um centímetro. Duas profissionais em diagramação ( arte de colocar cada coisa em seu devido lugar em uma publicação) recomendaram a medida. Fica mais leve e há espaço para os polegares durante a leitura. Por isso, haverá uma leve desproporção em anúncios contratados antes da mudança. Os novos serão modificados para atender à proporção com as margens.
No Colóquio a utopia perde força frente à realidade de uma língua universal. O Esperanto, ou aquele que tem esperança, traz na origem a função de língua social. Comunicar é preciso.
Sempre!

Palavras Soltas

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