willparisi

abr 112010
 

A Cidade

Escuta cita policiais em esquema ilegal de bingos em RP

CI – Ninguém perdoa.

Gazeta Ribeirão

Crescem as denúncias de agressão contra as mulheres

CI – Sexo frágil.

O Estado de São Paulo

Mercados são míopes, diz chefe do BNDES

CI – Enxergam somente o que querem.

Folha de São Paulo

Serra critica PT por dividir o país e defende diálogo

Correio Braziliense

Serra ataca o governo dos petistas

CI (2 em 1) – Começou.

O Globo

Rio tem 18 favelas que cresceram sobre lixões

CI – Falta justiça social.

Jornal do Brasil

Leis antifumo na mira do STF

CI – Burocracia.

Estado de Minas

BH à noite vira terra de ninguém

CI – Barbárie coletiva.

Zero Hora

As revelações do processo da discórdia

CI – Empurra-empurra.

Revistas

Carta Capital

Não culpem os céus

Época

Rio de Janeiro, abril de 2010

Istoé

Como salvá-los

CI (3 em 1) – A natureza desmascara o descaso.

Veja

.

CI –

Istoé Dinheiro

O que eu espero do Brasil? Mais, mais e mais

CI  – Brasil emergente.

Exame

Em busca da liderança perdida

CI – A culpa é das fusões.

CI – Comentário Inconfidente

abr 102010
 

A Cidade

Linha de trem em Ribeirão vai virar corredor de ônibus

CI – Triste fim.

Gazeta Ribeirão

Custo acima da média

CI – Entre a passagem de ônibus abusiva e os altos preços dos combustíveis, o negócio é comprar uma bicicleta.

O Estado de São Paulo

Socorro ao Rio vai mobilizar Exército

CI – Eles precisam de ajuda.

Folha de São Paulo

Governo já negocia nova banda larga com as teles

CI – Jogo de interesses.

Jornal do Brasil

Chuva levou em um dia R$ 60 mi

CI – Dessa vez foi a chuva.

O Globo

Niterói deixou de remover outra favela condenada

CI – Isso cheira mal.

Correio Braziliense

Inflação pesa mais no prato do brasiliense

CI – O que não pesa é o dinheiro desviado.

Zero Hora

Lula cobra mutirão de ministérios para enfrentar o crack

CI – Correria total.

Estado de Minas

Alencar desiste de eleição e muda disputa em Minas

CI – Cada um no seu quadrado.

CI – Comentário Inconfidente

“Em verdade eu vos digo”

 Posted by at 9:52 pm  Sem categoria
abr 022010
 

Confesso que nunca acompanhei a encenação da Paixão de Cristo, mas este ano foi inevitável. Depois de assistir a toda a montagem dos palcos em frente ao Theatro Pedro II nos últimos dois dias, e de ouvir os técnicos de som testar por horas a fio toda a aparelhagem que seria utilizada para reproduzir a crucificação, nada mais justo do que presenciar o resultado final. Continue reading »

mar 212010
 

Calma leitor, esse não é um texto da editoria ‘Pergunte ao Monge’, e também não tem a pretensão de ser. Por isso, pequeno sábio, não é preciso ficar injuriado. É que foi inevitável não pensar no assunto nos últimos dias. Além do mais, nem sei se existe resposta para ele.

Comecei a pensar no assunto depois de ver duas histórias. Cada uma com seu protagonista, mas que estranhamente tocam o mesmo ponto.

A primeira aconteceu perto de casa. Todos os dias ele perambulava cabisbaixo pelas ruas. Seus olhos tristes expressavam a solidão que sentia. Sempre à procura por comida se achegava às pessoas, mas na maioria das vezes, o máximo que ganhava era um “chega pra lá”. Dormia sozinho, se protegia como podia. No lugar do tecido, jornais velhos. No lugar da casa, as calçadas.

Na redondeza, os poucos moradores que se solidarizavam com ele o apelidaram de ‘intruso’, tamanha era sua intromissão na vida alheia. Se avistasse uma porta aberta, não se continha e logo entrava. Se ouvisse uma conversa, levantava os ouvidos e ficava atento.

Estopim curto, se envolveu numa briga um dia desses, e como normalmente acontece, o sexo oposto foi o pivô da história. Não há dúvidas de que a bravura esteja no seu sangue, mas seu corpo, pequeno e franzino, não ajudou muito. Longe de um golpe de sorte, perdeu a disputa e fugiu.

Quando voltou, não era mais o mesmo. Mais triste do que antes, nem as portas abertas ou as conversas pelas ruas o atraiam. Talvez fosse a vergonha de ter perdido a briga ou os ferimentos que custavam a cicatrizar. Não importava mais, agora, a rua atacava também seu corpo e os ferimentos abriam espaço para a morte. Sem forças, ele não queria mais lutar.

Em outro canto da cidade a encontrei. Era quase meio dia quando a avistei pela primeira vez. Seus olhos castanhos, docemente procuravam alguém, só não sei quem. No pescoço, o metal em forma de corrente reluzia sob a luz do sol.

Mais tarde a vi novamente, ela estava sob a sombra de uma árvore, numa tranquila travessinha. O olhar cansado brilhou quando viu alguém se aproximar sem medo. Deve ser difícil ver que todos passam por você, e ter a certeza que ninguém nota sua presença. Olhando mais de perto, notava-se os ferimentos. Alguém a tinha machucado, mas mesmo ferida não perdia sua imponência feminina. Faminta, devorou o prato de comida que ganhara. Mas, além do alimento, ela pedia atenção. Estava perdida.

Quando passei novamente pela travessinha, ela estava dormindo sob a mesma árvore, mas o local se revelou não tão tranquilo como aparentava. Alguém a havia roubado. Seu pesado colar de metal não estava no pescoço. Os vizinhos contaram que um homem o levara. Meu espanto foi saber da inércia de todos. Assistiram à cena de um homem batendo violentamente para roubar, e nada fizeram.

Do outro lado da cidade veio uma boa notícia. Um homem que passava pela rua perto de casa se compadeceu quando viu os ferimentos que tiravam a vida do ‘intruso’. Sem pensar, colocou-o no carro e o levou para ser cuidado pelo irmão médico. Operado, ele passa bem.

Eles são assim. Sempre à espera de alguém que lhes possa cuidar.

Observação – O ‘intruso’ é um convicto vira lata, daqueles que rasgam o lixo para encontrar comida. Voltará para as ruas depois que sair da clínica veterinária que o acolheu. Ela, uma boxer perdida, que teve sua coleira de metal roubada e não se defendeu. Já está em casa, seu dono a encontrou naquela noite.