abr 052011
 

A vida é um processo cíclico, para todo e qualquer indivíduo. Prova disso é a insistência da repetição. Situações, dúvidas e pensamentos que ocorrem de novo e de novo, em momentos distintos da vida de um ser humano.

Para alguém treinado a responder perguntas como o Monge, o ciclo do mundo é medido através dos questionamentos que encontra. E qual não foi a sua surpresa ao ouvir, aleatoriamente, um cidadão efetuando uma pergunta a um colega, que apenas riu e balançou a cabeça. A questão era idêntica a outra que o Monge respondeu há quase um ano.

Vale a pena recordar, por que não?

(Publicado originalmente em 30 de junho de 2010)

Por que certas pessoas só atraem gente louca para suas vidas? (Élio Galli)

Hehe, taí uma pergunta interessante. Todos nós conhecemos pessoas que são verdadeiros para-raios de doido, isso quando não o somos nós mesmos. Sabe aquele cara que sempre atrai um bêbado aleatório para conversar com ele? Ou então aquela menina linda, tranquila, que nunca dá trabalho ou briga com ninguém, e quando menos se espera ela aparece com um namorado completamente surtado, que não dá sossego um segundo pra vida da moça. E é bem capaz que um destes acabe se tornando o pai dos filhos dela, para desespero dos rapazes certinhos e bacanas que sempre suspiraram por ela desde o colegial.

A primeira coisa que passa na cabeça é que estas pessoas não são tão normais assim, não é? Aquele seu amigo – que fica duas horas conversando com um morador de rua que diz ser o Sílvio Santos – sempre pareceu ser meio “pancada” mesmo. E a mocinha cândida… Ah, as santinhas são sempre as piores, como já contava Nelson Rodrigues. Pode parecer que não, mas ela e o Bad Boy tatuado e viciado em ecstasy entendem-se muito bem, nem que seja só entre quatro paredes, onde vale tudo mesmo.

Bom, todas as pessoas são loucas em alguma instância. Não é nem necessária a psicologia para explicar isso. Aliás, a culpa é em boa parte justamente dela, desde os primórdios de Freud. É destes tempos a expressão “de médico e louco, todo mundo tem um pouco”, que nada tem a ver com a prática amadora da medicina na mesma proporção com que se viaja na batatinha. A frase na verdade sugere a existência de uma loucura compartilhada, principalmente na conturbada relação entre o médico e o paciente psiquiátrico. Se não existisse, não seria possível uma comunicação no mesmo nível. E comunicação é o que importa. Simples assim.




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