mar 162011
 

Entrou 2011 e o mundo está do avesso. Opções bairristas de revoluções – sérias ou não – patrocinadas por cem números de lados, de acordo com os interesses de cada um. E ainda tentam passar contextos pela TV e jornais que, hoje em dia, são derrubados a cada momento pela internet. Não acredita? Na primeira semana do conflito na Líbia, qual ideia havia sobre o poder do governo líbio? Parecia uma questão de dias sua queda…

Os EUA lutam pela democracia, mas operam a “ditadura pela estabilidade” de acordo com a política que libera o petróleo em cada região. Oficialmente o fazem através de embargos, ajudas e financiamentos via Fundo Monetário Internacional, Organização das Nações Unidas, entre outros. Extra-oficialmente, através de ajuda militar via tráfico de armas. Todos sabem disto, é o xadrez da geopolítica internacional, porém nenhum dos outros jogadores posa de guardiões morais do mundo ocidental.

Na era da informação instantânea, China, Rússia, Irã, regimes autoritários em geral, aproveitam tais incoerências da potência norte-americana para exigir igualdade no tratamento dispensado em órgãos internacionais. Enquanto isso, as diferenças dos crimes internacionais em todos os países envolvidos vão sendo desmascaradas pela cobertura do cidadão comum. Soldado ou não. Por exemplo, o apedrejamento de pessoas, forma de conduta milenar que resiste através dos séculos, tende a acabar dada a convivência obrigatória com as demais sociedades que condenam tal prática. Assim como o nazismo jamais teria chance de prosperar perante a maioria da humanidade, prisões como Guantánamo e guerras como a do Iraque e Afeganistão são retrocessos originados na confiança exagerada no poder sobre algo. No caso, o resto do mundo.

É a utilização de masmorras e bombas para evoluir. O Velho Continente voltou a si e optou para que os líbios conduzam sua própria revolução. De fora, apenas ajuda humanitária. Até que a OTAN os represente, amém.

Perguntar Não Ofende – Quando será o dia em que as areias brancas os pés de outros tentarão tocar?

* – Organização do Atlântico Norte

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