fev 032011
 

Monge… uma questão que sempre me intrigou: Tostines é fresquinho porque vende mais? Ou vende mais porque é mais fresquinho? (Desculpe o merchan). (José Antonio)

Meu caro José Antonio, sobre o “efeito Tostines” e outras contradições do gênero, recomendo a leitura de uma pergunta respondida há alguns meses, sobre o ovo e a galinha. Mas relaxe que o Monge não liga para merchandising. Aliás, não entendo patavinas. Nem sei quem teria que dar dinheiro para quem em uma ação de uso indevido da marca, por exemplo.

Mas enfim, o meio publicitário é muito chato mesmo. Muito ego e pouca criatividade, proporcionalmente. Dezenas de cabeças geniais, confinadas em uma agência com o nobre objetivo de terem “grandes ideias” para aumentar a venda de um determinado produto. De vez em quando surgem algumas boas sacadas, como a famigerada “dúvida cruel” das bolachas Tostines. Mas no geral, clichês e piadinhas sem graça dão o tom dominante.

É a essência da comunicação: todo mundo sempre tem alguma coisa a dizer. Principalmente na hora de vender. O bom vendedor não apenas convence o consumidor de que o produto é bom, mas principalmente o convence a dar o seu dinheiro por aquele produto. É aí que entra a publicidade. Uma piada aqui, uma bela mensagem ali, e o tal consumidor sente simpatia pela marca, torna-se atraído pelo produto. E inicia um relacionamento com aquela empresa, que lhe oferece um produto de forma tão convincente. Mesmo que, no futuro, esta relação acabe em ódio e frustração. No mercado, a monogamia não funciona bem. Toda marca é promíscua por excelência.




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