dez 022010
 

Monge, o que você vai pedir neste Natal? (dos milhares de leitores do Monge)

Pergunta básica, feita geralmente por aqueles que querem te dar um presente, mas não tem a mínima idéia por onde começar. Ou então por invejosos de carteirinha, sempre com os olhos voltados para as conquistas e presentes alheios. Mas creio que, na verdade, estão querendo sugestões de coisas para se pedir, não para presentear. Nem sempre sabemos com certeza o que desejamos, e nunca é demais buscar sugestões. Assim como nunca é demais oferecê-las.

A coisa mais importante que eu gostaria de ganhar é a paz. Minha paz, tranqüilidade de espírito. Calma, antes que classifiquem o Monge de egoísta nato, explico. Minha pequena e individualista paz interna depende de uma séria de fatores externos. Fatores estes que passam diretamente pelo comportamento e postura de praticamente todas as pessoas, incluindo o próprio Monge. Acredito que os leitores sabem do que estou falando. É praticamente impossível manter o espírito aquietado quando se sente que o meio à sua volta não tem corrido muito bem. Quando se pensa em tanta gente que sofre calada em cada esquina de cada centro urbano. Que crianças morrem de fome em um país com uma das maiores produções de alimentos do mundo. Que mães passam a noite em claro pensando em seus filhos participando de um jogo de vida ou morte com os filhos de outras mães preocupadas. Que tudo que produzimos vira lixo, e que esse lixo deveria ser reaproveitado e cuidado o máximo possível para diminuir o impacto da nossa passagem devastadora. Perto dos problemas cultivados ao longo da história da civilização, as grandes questões existenciais parecem até pequenas. O que importa saber sobre a vida após a morte, se nem nesta vida conseguimos nos adaptar direito?

Divagações sobre estes pontos delicados da nossa gloriosa sociedade fazem parte do espírito natalino do Monge. Festas de fim de ano me deixam um pouco mais receptivo para esse tipo de coisa. Não que eu fique deprimido, como é tão comum para muita gente nessa época. Eu gosto do Natal. Principalmente pelo fato de que é uma das celebrações mais antigas da história da humanidade, bem anterior ao cristianismo. É tempo de reflexão e solidariedade, embora hoje se ensine que o valor mais importante do Natal é desapegar-se às economias surradas e garantir um bom presente para quem você ama. Para muitos, isso é a paz de espírito. Quanto a mim, continuo esperando pelo Papai Noel.




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