nov 152010
 

por Alexandre Carlomagno

alexyubari@yahoo.com.br / Twitter – @alexyubari / Facebook / Cinemorfose

Apesar de querer nos contar algo como uma história, há pouco o que se dizer sobre Red – Aposentados e Perigosos. O longa-metragem comandado por Robert Schwentke, o mesmo diretor do interessante Te Amarei para Sempre, e escrito por Jon e Erich Hoeber, dupla responsável pelo esquecível Terror na Antártida, tenta ser pura diversão. Repito: tenta. E ao tentar ser algo que de natureza própria já não exigiria tanto esforço fica difícil encarar sua proposta com o mínimo de interesse. E olha que a ideia de ex-agentes da CIA aposentados que não se adéquam a suas novas vidas é realmente instigante.

O início de seu primeiro ato soa ligeiramente promissor: focando na rotina pacata e aparentemente sem sentido de Frank Moses (Bruce Willis), que chega a rasgar os cheques recebidos do governo apenas para manter uma relação com a telefonista responsável por ressarci-lo, o longa emprega planos estáticos preenchidos com um silêncio monótono, ou como o giro de 360º que revela a mesmice diante do seu dia a dia, para construir o protagonista. O engraçado (e me refiro a risos involuntários) é constatar que tudo isso é jogado para os ares nos minutos seguintes, quando Red abraça a correria e se deixa levar ladeira abaixo de forma desenfreada.

A partir daí, pouco se salva: utilizando a máxima de jogar tudo ao máximo, o filme abraça um ritmo embalado por sons e imagens nas alturas, num plano estético caricato e de formas que procuram emular a narrativa dos quadrinhos, mas que em nada corroboram para isso. E ainda assim, é frustrante quando, com o passar da projeção, nos damos conta de que nenhuma sequência de ação realmente digna de suscitar o mínimo de empolgação acontece. Tudo bem, Helen Mirren provavelmente é a mulher que mais sabe apertar um gatilho com elegância, mas se levarmos em consideração seus diálogos, aí a coisa complica. E por falar nisso, a trama elaborada pelos roteiristas (sem comparação com a HQ de Warren Ellis e Cully Hammer, na qual o filme é baseado, e que não tive a oportunidade de ler) é não mais do que um fiapo de mera desculpa para um romance estapafúrdio e piadas inacreditavelmente convencionais e sem graça – culpa dos roteiristas que desperdiçaram a oportunidade.

No final das contas, Red – Aposentados e Perigosos é um inventário irritantemente colorido (aquelas cartelas para a passagem das cidadades cansam) de algumas coisas legaizinhas, mas só. E se esse for seu tipo de cinema, então escolha uma cena e divirta-se.

Red – Aposentados e Perigosos

Apesar de querer nos contar algo como uma história, há pouco o que se dizer sobre Red – Aposentados e Perigosos. O longa-metragem comandado por Robert Schwentke, o mesmo diretor do interessante Te Amarei para Sempre, e escrito por Jon e Erich Hoeber, dupla responsável pelo esquecível Terror na Antártida, tenta ser pura diversão. Repito: tenta. E ao tentar ser algo que de natureza própria já não exigiria tanto esforço fica difícil encarar sua proposta com o mínimo de interesse. E olha que a ideia de ex-agentes da CIA aposentados que não se adéquam a suas novas vidas é realmente instigante.

O início de seu primeiro ato soa ligeiramente promissor: focando na rotina pacata e aparentemente sem sentido de Frank Moses (Bruce Willis), que chega a rasgar os cheques recebidos do governo apenas para manter uma relação com a telefonista responsável por ressarci-lo, o longa emprega planos estáticos preenchidos com um silêncio monótono, ou como o giro de 360º que revela a mesmice diante do seu dia a dia, para construir o protagonista. O engraçado (e me refiro a risos involuntários) é constatar que tudo isso é jogado para os ares nos minutos seguintes, quando Red abraça a correria e se deixa levar ladeira abaixo de forma desenfreada.

A partir daí, pouco se salva: utilizando a máxima de jogar tudo ao máximo, o filme abraça um ritmo embalado por sons e imagens nas alturas, num plano estético caricato e de formas que procuram emular a narrativa dos quadrinhos, mas que em nada corroboram para isso. E ainda assim, é frustrante quando, com o passar da projeção, nos damos conta de que nenhuma sequência de ação realmente digna de suscitar o mínimo de empolgação acontece. Tudo bem, Helen Mirren provavelmente é a mulher que mais sabe apertar um gatilh

Red – Aposentados e Perigosos

Apesar de querer nos contar algo como uma história, há pouco o que se dizer sobre Red – Aposentados e Perigosos. O longa-metragem comandado por Robert Schwentke, o mesmo diretor do interessante Te Amarei para Sempre, e escrito por Jon e Erich Hoeber, dupla responsável pelo esquecível Terror na Antártida, tenta ser pura diversão. Repito: tenta. E ao tentar ser algo que de natureza própria já não exigiria tanto esforço fica difícil encarar sua proposta com o mínimo de interesse. E olha que a ideia de ex-agentes da CIA aposentados que não se adéquam a suas novas vidas é realmente instigante.

O início de seu primeiro ato soa ligeiramente promissor: focando na rotina pacata e aparentemente sem sentido de Frank Moses (Bruce Willis), que chega a rasgar os cheques recebidos do governo apenas para manter uma relação com a telefonista responsável por ressarci-lo, o longa emprega planos estáticos preenchidos com um silêncio monótono, ou como o giro de 360º que revela a mesmice diante do seu dia a dia, para construir o protagonista. O engraçado (e me refiro a risos involuntários) é constatar que tudo isso é jogado para os ares nos minutos seguintes, quando Red abraça a correria e se deixa levar ladeira abaixo de forma desenfreada.

A partir daí, pouco se salva: utilizando a máxima de jogar tudo ao máximo, o filme abraça um ritmo embalado por sons e imagens nas alturas, num plano estético caricato e de formas que procuram emular a narrativa dos quadrinhos, mas que em nada corroboram para isso. E ainda assim, é frustrante quando, com o passar da projeção, nos damos conta de que nenhuma sequência de ação realmente digna de suscitar o mínimo de empolgação acontece. Tudo bem, Helen Mirren provavelmente é a mulher que mais sabe apertar um gatilho com elegância, mas se levarmos em consideração seus diálogos, aí a coisa complica. E por falar nisso, a trama elaborada pelos roteiristas (sem comparação com a HQ de Warren Ellis e Cully Hammer, na qual o filme é baseado, e que não tive a oportunidade de ler) é não mais do que um fiapo de mera desculpa para um romance estapafúrdio e piadas inacreditavelmente convencionais e sem graça – culpa dos roteiristas que desperdiçaram a oportunidade.

No final das contas, Red – Aposentados e Perigosos é um inventário irritantemente colorido (aquelas cartelas para a passagem das cidadades cansam) de algumas coisas legaizinhas, mas só. E se esse for seu tipo de cinema, então escolha uma cena e divirta-se.

o com elegância, mas se levarmos em consideração seus diálogos, aí a coisa complica. E por falar nisso, a trama elaborada pelos roteiristas (sem comparação com a HQ de Warren Ellis e Cully Hammer, na qual o filme é baseado, e que não tive a oportunidade de ler) é não mais do que um fiapo de mera desculpa para um romance estapafúrdio e piadas inacreditavelmente convencionais e sem graça – culpa dos roteiristas que desperdiçaram a oportunidade.

No final das contas, Red – Aposentados e Perigosos é um inventário irritantemente colorido (aquelas cartelas para a passagem das cidadades cansam) de algumas coisas legaizinhas, mas só. E se esse for seu tipo de cinema, então escolha uma cena e divirta-se.

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