out 192010
 

Monge, eu gosto muito de Fresno , Restart , Justin Bieber e outras bandas de rock.  Mas todos sempre me chamam de emo , mas eu não sou . Apenas gosto desse estilo e desses cantores, mas não aguento mais ser tão chamada e reconhecida como emo. O que eu faço? (Bárbara, barbara.davi@hotmail.com)

Bom, minha querida, já tem gente hoje em dia falando que o movimento emo morreu, dando lugar a um fenômeno muito mais alegre, mas nem por isso menos superficial: os coloridos, ou happy rock. A banda Restart, por exemplo, é uma das expoentes nacionais desse movimento. Justin Bieber não é exatamente parte desta cena, mas no fim acaba atendendo à mesma faixa de público. Quanto ao Fresno, esse é emo mesmo, sem dúvida.

A questão é a identificação do ouvinte com um determinado movimento musical. Se você escuta Fresno, é necessariamente emo? Ora, onde está escrito isso? Não é uma lei gravada em pedra. Até porque a música é sim um expoente cultural, mas envolve muito mais do que isso. Ou menos, depende do ponto de vista. Porque você pode perfeitamente escutar um estilo musical e não se identificar com o cenário na qual ele se encontra. Exemplo, se você escuta Ramones, não quer dizer que você seja punk no seu estilo de vida. Aquela música faz parte da sua identidade, mas não a define. O Monge, por exemplo, gosta de My Chemical Romance, banda americana muito simbólica dentro do movimento emo. Mas eu sei que não tenho nada a ver com a molecada que anda com franjinha na testa, roupa preta comprada em loja de marca e tênis All Star colorido – que na real foi um clássico da minha geração, estando presente em diversos movimentos culturais e musicais, como o pós-punk dos anos 80 e o grunge dos anos 90.

Apenas não perca o rumo. Assuma seus gostos musicais com orgulho, sem nem se preocupar em explicar para os outros porque você gosta daquilo, ou porque você não é emo mesmo gostando do estilo musical. Só não faça como várias bandas nacionais que foram incorporadas ao movimento, que enchiam o peito para falar “nós não somos emo”, mas faziam música voltada para aquele segmento de público. Havia inclusive uma banda que fazia isso chamada… Emo! Se você toca, meu caro, tem uma mínima responsabilidade sobre o estilo que adotou, e sobre o comportamento do seu público. Mas se você só escuta música, não se preocupe. Você está no seu direito de ter um gosto variado, e não precisa ficar se prendendo a nenhum rótulo de estilo musical ou de vida.

Mas se por acaso você também gosta de sertanejo universitário e funk pancadão, quer dizer que o seu senso crítico musical foi completamente destruído. Mas nem tudo está perdido, bastam algumas horas por dia do bom e velho rock´n´roll. Seja clássico, metal ou emo, a combinação guitarra/baixo/bateria tem o dom de sanar qualquer perda de referencial de boa música que você tenha sofrido. Yeah!




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