set 092010
 

Monge, que tal discutir política? (Marina Silva, dilmaserra@uol.com.br)

Bom, minha querida Marina (que suponho ser homônima da candidata à presidência da República, pois não creio que a dita candidata usaria um login de email com o nome dos seus dois principais adversários), o Monge gosta de discutir política. Não o tempo todo, senão até fico parecendo o chato. Mas se rola uma brecha, o assunto vem à tona, poderia ficar no velho jogo de ouvir e falar por horas e horas.

Então tá, vamos falar de política. Eleições, para ser mais exato. A campanha presidencial este ano não está das mais inspiradas. Muita briga e pouca proposta, é o que mais se vê. E a grande mídia adora dar uma mãozinha nesse sentido. Bote os cães para se degladiarem, e o vencedor sairá fortalecido. E será o novo presidente. Claro, a mesma grande mídia tem o seu favorito, na qual aposta todas as suas fichas. Há também quem tenta correr por fora, mas com o rabo preso nos lugares de sempre. E é uma pena que os candidatos menores, que juntos mal atingem 1% de intenção de voto, tenha um espaço tão pequeno para expor suas propostas, ou para também entrar de cabeça na arena dos gladiadores. Assim, suas representações políticas continuam ínfimas, nanicas. Impressão minha, ou as cartas estã marcadas de antemão?

Falemos mais eleições, só que agora dos outros cargos. Governadores e senadores, deputados estaduais e federais. Em alguns, a mesma coisa de sempre. Parece que em alguns estados, alguns grupos estão muito mais arraigados no poder, e a população não dá sinais de querer tira-los dali tão cedo. Fora isso, aplica-se a mesma dinâmica das eleições presidenciais, só que em escala menor. Fora a bagunça partidária, as alianças regionais muitas vezes contraditórias, que fazem o eleitor se questionar quem favorece quem mesmo.

E claro, o circo de sempre. Esta ano contando com um palhaço, um time de futebol praticamente completo, sósias, cantores ex-adolescentes e frutas femininas, entre outras atrações. Muita gente dita “esclarecida” mostra-se revoltada com o espetáculo, mas se esquecem de que a democracia garante o direto deles estarem ali. Claro, com a ajuda de alguns partidos espertos, que querem angariar votos para sua legenda. Não concorda? Simples, não vote neles. E é bom começar a pensar que, se o povo prefere dar votos a um palhaço de televisão, a oferta de candidatos vai de mal a pior. Sem contar o chamado “voto de protesto”, que prefere eleger um ser bizarro qualquer a anular o próprio voto. Me lembro de um célebre político barbudo, de óculos grossos e discurso inflamado, que cresceu bastante com isso.

Sim, falemos mais de política. Melhor ainda, falemos de política quando não for época de eleições. Ah, mas todo mundo se esquece disso, não é? Inclusive o Monge. Ficamos viciados no período eleitoral, como se política só se fizesse de quatro em quatro anos. De resto, só ficamos vendo de longe, seguindo o ritmo ditado por aqueles que transmitem a informação na medida dos próprios interesses. Estes sim, fazem política todos os dias.




Confira também

coded by nessus

 Leave a Reply

(requerido)

(requerido)

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>