Tédio…

 Posted by at 9:52 am  Pergunte ao Monge
jul 222010
 

Por que há dias em que o tédio toma conta da gente e não fazemos absolutamente nada além de olhar para o teto? (Natália Amaral Antunes)

Hum, é uma boa pergunta. Afinal, vivemos reclamando do tanto de coisas que temos para fazer, da rotina estressante, das obrigações incessantes. E quando temos um raro momento de parar e não fazer nada, reclamamos do tédio! O ser humano é um animal esquisito mesmo.

Tudo bem, o Monge entende que o problema das obrigações é que quase sempre elas constituem-se em coisas que nós não queremos ou não temos prazer em fazer. Lavar a louça, por exemplo. Fora uma ou duas pessoas para as quais lavar pratos é como uma terapia, ninguém realmente tem uma vontade tremenda de encarar a pia da cozinha, menos ainda após o almoço. No entanto, pouquíssimas vezes temos preguiça de fazer algo que realmente gostamos. Namorar, por exemplo. Não falo de ficar do lado aguentando as frescuras da namorada ou do namorado, mas de namorar mesmo, juntinhos, no sofá assistindo a um filme, por exemplo. Gostoso, não é? O problema é quando vira rotina, que é a irmã mais velha do tédio. Há momentos em que nem as coisas que nos dão prazer em fazer possuem o poder de nos tirar da inércia.

É aquela velha história: estar parado cansa. Ficar de bobeira olhando para o teto somente diminui a vontade de fazer qualquer outra coisa. O Monge chama isso de “síndrome de domingo”: a perspectiva de uma segunda-feira de labuta faz qualquer um se entregar à preguiça em definitivo, aproveitando ao máximo cada segundo do sagrado dia de descanso. Ocorre que esses “domingos” muitas vezes são instituídos durante a semana mesmo, principalmente na época das férias. Mas aí não é a visualização do trabalho vindouro que deixa preguiçoso: é o círculo vicioso do ócio, a famosa arte de não se fazer nada.




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