jul 012010
 

Monge quem você acha que vai dar amanhã: flor ou cana? (Holanda ou Brasil)? (Natália Amaral Antunes)

Oba, uma pergunta sobre a Copa! E uma das mais clássicas: palpite de resultado. Bem, o Monge gosta da imprevisibilidade que às vezes ocorre no futebol, especialmente na Copa do Mundo. Porém, como todo brasileiro, é claro que já tenho uma previsão: vai dar Brasil, mas no sufoco. Nem vou tecer considerações sobre os problemas da defesa e sobre a falta que o Elano vai fazer, mas acho que ainda assim a seleção brasileira consegue passar para as semifinais. E se por acaso der Holanda, nem vou me surpreender tanto assim. Não se pode subestimar um adversário de uniforme laranja, e isso nós aprendemos na marra em 1974.

De lá pra cá as seleções de ambos o países mudaram muito, mas a Holanda sempre será considerada uma seleção de nome, mesmo quando não bate tanta bola assim. A tradição do futebol é mais forte do que qualquer outra coisa. Isso explica o porquê de o Uruguai, por exemplo, ser considerado uma equipe forte em cada Copa no qual participa, embora pouco ouvimos falar do futebol uruguaio. Seus dois títulos mundiais, conquistados em 1930 e 1950, impõem respeito até hoje. Principalmente o segundo, trauma eterno da nossa seleção, que perdeu para o Uruguai na final em pleno Maracanã. E não há coleção de títulos ou simpatias que tire esse mau agouro. Somente a vitória na Copa de 2014, novamente em nossa casa, poderá nos redimir. Se a gente chegar até lá.

Porém, nesta Copa o Uruguai já está nas quartas, e irá enfrentar o Brasil na semifinal, se ambos passarem. Talvez venha aí o tricampeonato uruguaio, quem sabe? E não adianta chamar o Monge de agourento. Eu apenas gosto de pensar em outras possibilidades além do hexa, sonho vendido atualmente por toda a pátria de chuteiras.

Mas a Copa do Mundo é uma bela festa, não acha? É sempre legal acompanhar tantos times de nacionalidades distintas, tantas culturas diferentes, todos envolvidos, ligados pela mesma paixão em torno do futebol. Menos os Estados Unidos, lógico.

Em tempo: fantástico o modo como a pergunta foi feita. Nestas épocas de Copa, é comum nos esquecermos de que poesia existe em todos os lugares, não só em campo, e de que há outras vegetações além dos verdes gramados.




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