abr 152010
 

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Monge, querido. Por que é tão difícil para as pessoas conviver com a diferença? Por que há tanto preconceito de gênero, racial, religioso, etc? (Flávia Pádua)

 

Flavinha querida, como o Monge gostaria de ter uma resposta precisa para esta pergunta! Seria considerado um herói internacional, patrimônio da humanidade, a ser aclamado em praça pública e adorado até o final dos tempos. O que pode ocorrer já em 2012, nunca se sabe.

O ponto principal da questão é que nós nunca conseguiremos fugir da diferença. Não dá, não tem como, pare de tentar. O ser humano é complexo demais para que sejamos sempre iguais, então devemos aprender a conviver com o diferente. Afinal, somos seres sociais. Por mais que a civilização pós-moderna queira que você pense o contrário. E vale lembrar que os outros seres humanos não servem somente para você mostrar seu carro novo.

Preconceito dói, e não existe ninguém no mundo que esteja imune a ele. Imagine um ser humano perfeito. Cara bacana, saudável, inteligente e amigável com todos que conhece. Sempre há alguém que não gosta dele, independente de ele ter feito qualquer coisa contra esta pessoa, direta ou indiretamente. Não gosta simplesmente pelo que o outro é. Por quê?

A diferença incomoda, amedronta. Diferenças implicam em algo novo, e não somos tão inclinados assim a gostar de novidades. Exemplo: para o homem ocidental, a cultura da maioria dos outros povos é algo muito diferente. Acompanhar o modo de pensar do outro exige adaptação do nosso próprio pensamento, desnudar-se de vários conceitos que temos como verdades universais, que nos são familiares. Materialismo, individualismo e competitividade, principalmente. De repente temos que abandonar este terreno conhecido, estas idéias tão arraigadas e que consideramos como a essência do nosso estilo de vida, para entender, sei lá, a filosofia zen-budista. Não quero! E por consequência, não gosto e não aceito. Esta é a essência do preconceito. Claro que isto não implica diretamente em querer jogar uma bomba em cada templo budista que existe, nem sempre o preconceito chega ao ódio absoluto. Mas não duvido que há quem gostaria de fazer isto.

Por último, apenas uma consideração sobre o pensamento “liberal” que é tão propagado nos dias de hoje: a lógica liberal prega a aceitação de todos os desejos e todos os pontos de vista, mas traz consigo a surpresa em descobrir que há pontos de vista completamente diferentes dela. Hah!

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