fev 102010
 

Cada vez mais vejo toneladas de sites engessando a interação com o leitor. Toda semana é um veículo de mídia estadunidense que fecha as portas para comentários. E pasmem: praticamente todas (senão todas) as iniciativas são legitimáveis. A bola da vez foi o democrático – e brasileiro – Observatório da Imprensa, que agora adotará um sistema mais rígido para os comentários. A ação por sinal foi feita com muito pesar, vide o nome do post (“O leitor canalha“).

A internet mostrou (e mostra cada vez mais) que quando é dado a liberdade à boa parte das pessoas, elas se comportam da mesma forma que um macaco selvagem se comportaria se dessem a ele um notebook. Aquilo nada mais é que um “brinquedo” sem valor que logo será quebrado sem motivo algum, mesmo porquê, o animal em seu ímpeto selvagem não sabe do que se trata, é irrelevante. É o mesmo caso das pessoas (boa parte) com a liberdade. Tratam ela como se fosse um souvenir.

Reclama-se tanto que os veículos da grande mídia são fechados ao público, mas quando se abrem, sua área de comentários vira uma área fértil para spam, racismo, xenofobia e todos os similares. Negligenciam qualquer valor libertário. É quase uma súplica cafajeste para que matem a liberdade.

É verdade que não se deve fechar uma estrada por existirem pessoas que dirigem alcoolizadas nela, mas cada vez que esse tipo de coisa acontece as regras ficam mais rígidas. Sofrem os poucos que sabem apreciar o mínimo de liberdade.

Para refletir: “… não é que o vulgo pense que é excepcional e não vulgar, mas sim que o vulgar proclama e impõe o direito da vulgaridade, ou a vulgaridade como um direito.”

José Ortega y Gasset – A Rebelião das Massas




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