jan 282010
 

[singlepic id=799 w=200 h=120 float=center]

A volta de jogadores consagrados ao Brasil não seria motivo de estranhamento, se não estivéssemos tão acostumados à diáspora dos nossos jogadores de qualidade. Quando um garoto se destaca muito durante uma temporada, partimos do princípio que logo ele estará assinando um contrato polpudo com um time europeu de nome impronunciável. Às vezes sem nem esperar pelo fim do campeonato. E quando algum deles retorna, consideramos aquilo como uma declaração de que já não está mais em sua melhor forma. Como explicar então a presença de uma série de jogadores que, após conquistarem fama e fortuna nos gramados estrangeiros, continuam batendo um bolão nos campos tupiniquins?

O fato tem potencial de gerar uma série de discussões sobre a melhora administrativa e financeira dos times brasileiros, e sobre a queda de qualidade do futebol europeu. Isso é bobagem, pois o futebol brasileiro continua com os mesmos vícios de sempre, seja em campo ou nas reuniões de cartolas. E os europeus continuam movimentando milhões de torcedores (e de euros) com o seu futebol quadrado. Não, a questão deve ser vista em um campo mais pessoal.

Dá para pensar que o indivíduo simplesmente cansou de ganhar dinheiro, mas aí nos deparamos com as cifras de mais de 6 dígitos presentes no seu novo contrato. Uma resposta mais precisa seria: cansou de ganhar em euro. Alguns milhões na Europa, pé de meia feito, hora de voltar para o Brasil e matar a saudade da comida da mamãe. Passar mais tempo com a família, pegar uma praia, subir no morro para reencontrar os amigos… E porque não, desfrutar do carinho afoito de suas belas conterrâneas. Ou conterrâneos, é só uma questão de gosto. E na melhor das hipóteses, até os mais fenomenais podem se enganar.

 Leave a Reply

(requerido)

(requerido)

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>