jan 192010
 

(Publicado originalmente na edição “4″, em maio de 2009, segunda quinzena)

Boa tarde monge!!!! Boa tarde? Esta é boa! Apenas sinal de respeito. Respeito que não vemos mais, exemplos idosos em pé nos ônibus motorista metendo a mão nas passagens, pronto socorro central sem o bendito raiox!  “Por favor vá a outro posto tire o raio x e volte aqui”! Isso se voltar né? Cadê nosso valores?  Fábio Augusto (lamafia_corleone@hotmail.com)

Fábio Augusto pergunta, entre outras observações sobre a glória do nosso cotidiano brasileiro, onde estão os nossos valores.
Resposta difícil. Há quem diga que nosso valor está impresso atrás da orelha, junto ao código de barras. No entanto, geralmente estas são as mesmas pessoas que propõem o parcelamento dos seus próprios valores, e choram um desconto no valor alheio.
Já nossos valores para além do mercado tornaram-se incalculáveis. Raros como um quadro de Leonardo da Vinci, ou rasteiros como poeira de chão batido, o fato é que sempre há alguém disposto a bradar o quanto vale (ou o quanto acha que devia valer) para quem quiser ouvir, bagunçando as leis da oferta e da procura. E nós, reles humanos de vida dura, lançados ao mercado como produtos em eterno desconto, lembramos do quanto foi penoso vender as próprias idéias e amores por um preço tão abaixo da tabela.
A cotação do ser humano anda em baixa.

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