Banda O Mínimo

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jan 272010
 

O Mínimo é um projeto musical que nasceu na cidade de Ribeirão Preto com a idéia de focar a sua sonoridade nos aspectos mais simples do Rock, tendo nas vertentes do Punk ao Pós Punk, suas principais diretrizes. A idéia para banda surgiu dos velhos parceiros musicais Joca Vita e Jefferson Barcellos que já militam no cenário da música independente há muito tempo, somados as músicos Daniel Sartori e Luciana Teoro o quarteto se solidificou e iniciou seu processo de criação. Letras despretensiosas, mas cercadas de lirismo e sarcasmo, a ideia do grupo é diversão através da música. (texto retirado do site www.tramavirtual.com.br)

Banda O Mínimo

O Mínimo – Finja-se de Morto

Composição: Joca Vita

Ninguém é ninguém
Neste mundo,
Mas nem todo mundo
É alguém.
Tento imaginar como era
O começo de tudo,
A idade da Pedra.

Finja-se de morto
Diga que nada vê.
Finjem dizer a verdade,
Mas é difícil acreditar.
Tento imaginar como será,
O final de tudo
Não vou pagar pra ver.

jan 272010
 

(publicada originalmente na edição 10 – setembro de 2009 – primeira quinzena)

Começa no Brasil uma nova postura frente a um hábito muito comum em quase todas as culturas humanas: o fumar. O início do século XXI vem sendo marcado por leis mais rígidas e a estabilização ou queda do número de fumantes quase no mundo todo. Há consenso, inclusive entre fumantes, que fumar em locais fechados (locais com 4 paredes e teto) é uma prática que traz um outro tipo de “vítima”: o fumante passivo. Nesse ponto, quase todos os fumantes que conheço respeitam bastante o outro em ambientes fechados.

Mas o ponto que me chamou atenção é que as plaquinhas de proibido fumar estavam colocadas até em locais não especificados pela nova lei (como por exemplo, as mesinhas de bares e restaurantes na calçada cobertas por toldos ou teto), como se estivesse acontecendo uma verdadeira perseguição aos fumantes. Assim, mesmo sentado em uma cadeira na calçada, que é publica, o fumante teria que dar dois passos ao lado e fumar seu cigarro (como se dois passos impedissem que a fumaça chegasse ao nariz do fumante passivo). O principio da lei é de proteger o não fumante dos efeitos maléficos da fumaça. Esse tipo de efeito é bastante estudado em trabalhos científicos, mas há que se ressaltar que os efeitos nocivos relacionados ao ato de se fumar passivamente estão ligados a ambientes fechados (fechados mesmo).

O problema de o estado proteger algum grupo de pessoas é que todos os outros contribuintes podem um dia se sentirem no direito de exigirem a mesma proteção. Existem também estudos científicos que comprovam que vários outros tipos de poluição (sonora, visual, luminosa e etc.) fazem mal a saúde, mas obviamente não chegam a ser associadas a tantas mortes quanto o ato de fumar. Mas o que esta acontecendo hoje é que os não fumantes que sentem um cheirinho de fumaça, já entendem isso como um absurdo, e voltam sua fúria para os fumantes. A nova lei antifumo é correta e plausível, o grande problema é que por pressa, ou outros interesses ocultos, sua divulgação não se fez tão clara e há o risco de se promover ainda mais propaganda do cigarro (por exemplo, fumantes nas calçadas e nas ruas) e brigas entre grupos (fumantes e não fumantes), além da muita confusão e prejuízo nos estabelecimentos comerciais.

A nova lei, entretanto, me faz pensar que a tolerância é algo fora de moda nos dias de hoje. O não fumante diz: “Eu tenho o direto de respirar um ar limpo”; o fumante diz: “Eu tenho direito de respirar fumaça”, e ambos estão errados. Nesse caso há uma confusão entre direito e gosto pessoal. O não fumante agora tem por lei, ambientes livres do fumo, como ambientes fechados públicos e privados, de modo que a fumaça não se concentre e não exerça algum efeito nocivo. O fumante tem o direito agora de fumar em áreas abertas (áreas em que há possibilidade do ar circular, pelo que entendi, com no máximo uma parede e um teto).

Interessante é pensar que as sociedades elegem, de tempos em tempos, alguns vilões. Hoje é cigarro, no tempo do nazismo eram os judeus. Hoje beber cerveja está permitido, amanha pode ser diferente. Procura-se atacar objetos (cigarro, cerveja etc.) e esquecemos de atacar o verdadeiro problema, que está dentro de cada ser humano. Vejo no futuro uma sociedade engessada por leis proibitivas, enquanto seus integrantes se odeiam uns aos outros, pela falta de tolerância e pela pseudo-segurança dada por um estado paternalista, que considera os cidadãos simplesmente com vítimas e vilões sem direito de escolha e ação.

INFORME-SE: www.leiantifumo.sp.gov.br

Luis Fernando S. de Souza Pinto é biólogo, psicanalista e faz parte do Grupo Verde (grupo de divulgação e popularização da ciência).
email: luisfernandossp@gmail.com / blog: www.sinapseoculta.blogspot.com

jan 272010
 

(publicada originalmente na edição 10 – setembro de 2009 – primeira quinzena)

Legião Urbana – Metal contra as nuvens

Composição: Dado Villa-Lobos/ Renato Russo/ Marcelo Bonfá

I

Não sou escravo de ninguém
Ninguém, senhor do meu domínio
Sei o que devo defender
E, por valor eu tenho
E temo o que agora se desfaz.

Viajamos sete léguas
Por entre abismos e florestas
Por Deus nunca me vi tão só
É a própria fé o que destrói
Estes são dias desleais.

Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.

Reconheço meu pesar
Quando tudo é traição,
O que venho encontrar
É a virtude em outras mãos.

Minha terra é a terra que é minha
E sempre será
Minha terra tem a lua, tem estrelas
E sempre terá.

II

Quase acreditei na sua promessa
E o que vejo é fome e destruição
Perdi a minha sela e a minha espada
Perdi o meu castelo e minha princesa.

Quase acreditei, quase acreditei

E, por honra, se existir verdade
Existem os tolos e existe o ladrão
E há quem se alimente do que é roubo
Mas vou guardar o meu tesouro
Caso você esteja mentindo.
Olha o sopro do dragão…

III

É a verdade o que assombra
O descaso que condena,
A estupidez, o que destrói
Eu vejo tudo que se foi
E o que não existe mais
Tenho os sentidos já dormentes,
O corpo quer, a alma entende.

Esta é a terra-de-ninguém
Sei que devo resistir
Eu quero a espada em minhas mãos.

Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.

Não me entrego sem lutar
Tenho, ainda, coração
Não aprendi a me render
Que caia o inimigo então.

IV

- Tudo passa, tudo passará…

E nossa história não estará pelo avesso
Assim, sem final feliz.
Teremos coisas bonitas pra contar.

E até lá, vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos.
O mundo começa agora
Apenas começamos.

jan 272010
 

Casa, segundo uma das definições do dicionário Houaiss, é o “lugar destinado a encontros, a reuniões ou à moradia de certas categorias de pessoas”. O edifício Antônio Diederichsen, onde está instalada nossa redação, é um palco de cultura e curiosidades. Ao apresentarmos nossa casa, fica claro que é impossível andar um quarteirão pelo centro da cidade sem esbarrar em monumentos históricos. Quase todos escondidos pela poluição visual ou pelo abandono. Um assalto à história e um lento homicídio da memória de Ribeirão.
Sociedade. Sócio da cidade. Cidadão. Cada qual com a sua parte, sua responsabilidade.
O verdadeiro cidadão zela pela cidade não pelos direitos adquiridos, mas por fazer parte dela. Cidadania não se aliena, se exerce. No Colóquio desta edição a sociedade brasileira discutida de forma sincera, sem rodeios. Não há concordância com todas as idéias debatidas. Mas a divergência gera  olhares novos, idéias mais apuradas, evolução.
O mês de agosto se foi e com ele o mês de uma edição só. Ficamos na cozinha para arranjar sustento. Compensamos trabalhando mais com o site, postando o conteúdo das edições em seções separadas para facilitar a navegação. As visitas cresceram exponencialmente. Agradecemos sua visita.