Filtro Inconfidente – 19/01/2010

 Posted by at 5:29 pm  Sem categoria
jan 192010
 

A Cidade

Leite Lopes é líder no Interior e cresce 10,5% em movimento

CI – Dentro da cidade…

Gazeta Ribeirão

Aplicação de verba do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil é apurada

CI – Apurar, apura. Mas punir que é bom no Brasil…

Folha de São Paulo

ONU (Organização das Nações Unidas) pede mais tropa no Haiti

O Estado de São Paulo

Desorganização impede que socorro chegue ao Haiti

O Globo

Ajuda é insuficiente e ONU pede mais tropas no Haiti

Zero Hora

ONU pede reforço para conter gangues no Haiti

CI (4 em 1) – Barbaridade!

Correio Braziliense

Crianças do Haiti entre o horror e o abandono

CI – Adotem-nas!

Valor Econômico

Cenário de déficit externo já altera tendência do câmbio

CI – Cenário do Haiti altera a face humana.

Jornal do Brasil

Ajuda a bancos foi 4 mil vezes dada ao país

CI – Indecência + hipocrisia = capitalismo de mercado

Estado de Minas

Parceria para uma nova Savassi

CI -  É o que o mundo precisa… (ironia)

jan 192010
 

(Publicado originalmente na edição “11″, em setembro de 2009, segunda quinzena)

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Todos os dias, encontramo-nos diante dos mais distintos “universos pessoais”. A começar pelo nosso próprio “mundinho” e o dos nossos respectivos acompanhantes (parceiros, filhos, amigos) até o “mundo, mundo, vasto mundo” da mídia, de onde nos chegam infinitos mundos…
São todos distintos e ao mesmo tempo giram em torno de uma semelhança, mas isso não basta. Para fazer parte do jogo é preciso ser “normal”, seguir o padrão. É um fato: a sociedade e seus meios nos fazem crer que somos normais, tentam nos encaixar em um padrão com a finalidade de garantir a funcionalidade do sistema. Ao mesmo tempo, tentam nos fazer especiais, únicos, exclusivos – “Seja original e conquiste o mundo!”. O que me preocupa não é essa tensão existente entre o particular e o social (que tem sentido!), e sim a capacidade dos meios de manipular a sociedade, o homem, para fazê-lo acreditar tanto em sua “normalidade” como em sua “originalidade”, mesmo diante desse show de horrores que vivemos e marionetes que somos. O que o Monge diria sobre isso? (Flávia Rossi)

Ora, feliz é o ser humano, que hoje pode afirmar sua individualidade a plenos pulmões. Na história conhecida da civilização, nunca houve um momento tão voltado para a valorização individual como este que presenciamos. Somos únicos, especiais, e podemos escolher facilmente o que mais apetece ao nosso bem-estar, dentre inúmeras opções. Há quem se dê ao luxo de decidir até mesmo no que vai trabalhar, vejam só! Sim, feliz é o ser humano. Principalmente aquele que for ocidental, residir num país democrático, não ser ligado às minorias e, de preferência, estar financeiramente confortável. E possuir acesso à internet de banda larga, por favor.
Fato: o despontamento das liberdades individuais, da maneira como as conhecemos, anda de mãos atadas ao capitalismo. Somos o que consumimos. Os bens materiais em oferta são cada vez mais customizáveis, trazendo uma agradável impressão de destaque e de originalidade (“não tenha um celular igual ao de todo mundo, tenha um celular rosa que toca Madonna!”). E mesmo além das prateleiras das megastores, nossas opções não se esgotam. Culinárias típicas, estilos musicais, passeios turísticos, ideologias e religiões. Quase tudo que nos cerca encontra-se jogado no caldeirão da liberdade, no sopão dos múltiplos sabores que tomamos com prazer. Pois é assim que atualmente concebemos a forma de nos apropriarmos do mundo: consumindo. Seja um televisor de última geração, uma teoria discutida nos recantos acadêmicos ou uma doutrina espiritual. Dizemos “isso é meu, eu escolhi isso, é o que no momento devoro, vivo, respiro”. Havemos de consumir tudo que o meio nos oferece, pois somos apenas pobres seres incompletos, inundados de angústia e buscando um sentido. A sociedade, por sua vez, age como uma lança de duas pontas, que destaca e inibe o indivíduo ao mesmo tempo. Seja único, faça o que quiser, mas aja da maneira sensata, que é como todos agem. Por fim, acabamos consumindo nossa própria individualidade. Infeliz é o ser humano.

jan 192010
 

(Publicado originalmente na edição “9″, em agosto de 2009, primeira quinzena)

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Monge, já reparou que o texto “Regras de Segurança no Trabalho”, presente em todas as Carteiras de Trabalho está completamente desatualizado? Remete a um tempo em que o trabalhador brasileiro era um repetidor de funções mecânicas e só!
(Bina Galli, da redação)
A criação da Carteira de Trabalho e Previdência Social ocorreu no ano de 1932, através de um decreto emitido pelo presidente em exercício e “pai dos pobres” por vocação, Getúlio Vargas, que gostou tanto do exercício que resolveu estendê-lo por mais alguns anos, mas isso já é outra história. Era época de industrializar o país, já seguindo o modelo relativamente novo (na época) da linha de montagem criada por Henry Ford nos EUA. Desde aquela época, as leis trabalhistas brasileiras sofreram poucas mudanças. No próprio texto da CT a data mais recente encontrada é 1967, ano em que surgiu outro decreto que alterava dispositivos presentes em mais outro decreto de 1943, que consolidava as leis trabalhistas de 1932. Passados mais de 40 anos desde a última atualização da carteira, é de se perguntar se a atuação do trabalhador não mudou nada nestas quatro décadas, já que seu principal registro, a “carteira de identidade” do trabalhador, não sofreu alteração nenhuma.
As Regras de Segurança no Trabalho apresentadas na CT, por exemplo, alertam o trabalhador dos riscos que ele corre quando lida com materiais perigosos e máquinas que não o respeitam; orientam-no a utilizar as ferramentas adequadas e a prevenir acidentes por motivo de conversa no ambiente de trabalho. São como uma programação para as pequenas máquinas de carne e sangue que vão manipular as grandes máquinas de metal. Supostamente então são regras a serem aplicadas a todas as profissões, mesmo aquelas menos dadas ao Fordismo, como secretárias, taxistas, jornalistas e vendedores, já que todos compartilham da mesma carteira de trabalho. Fácil para que patrões, governos, sindicatos e corporações continuem a tratar o trabalhador da maneira mais cômoda, ignorando o indivíduo que colocou sua foto e sua assinatura naquele documento para provar que ele também é um trabalhador.

jan 192010
 

(Publicado originalmente na edição “8″, em julho de 2009, segunda quinzena)

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Tenho uma curisosidade. Os brasileiros são os que menos possuem habito de leitura? E a população tem um grande acesso aos livro?
Obrigadaa. Beijoss =) (Gabriela Lellis Pizzi)

Querida Gabriela, a falta de hábito de leitura da população há décadas queima o nosso filme. Talvez o Brasil não seja o país com o menor hábito de leitura de todos, mas é inegável que estamos lá no final da lista. Consequentemente o acesso ao livro diminui cada vez mais. Bibliotecas não são inauguradas, porque não há quem frequentá-las. O preço do livro nas livrarias continua salgado, pois as tiragens são pequenas. E as editoras tem suas razões para isso, já que há poucas pessoas para consumir seus livros.
Por algum motivo obscuro, que atende ao interesse dos poucos que detém muito no país, nossa cultura do samba, futebol e novela não inclui a literatura como forma de entretenimento, menos ainda como formadora intelectual. Ou melhor, esse último aspecto é sim valorizado, mas existe um abismo cultural – alimentado pelos mesmos beneficiados mencionados acima – entre o brasileiro médio e o “doutor”, que estudou e lê com maior frequência. Sob esse ponto de vista, o brasileiro então não desenvolve o hábito da leitura por ser culturalmente “nivelado por baixo”. O galã e a mocinha da novela das 8 discutem animadamente sobre os livros que lêem, uma cena que é fruto direto dos esforços públicos e privados em incentivar a leitura entre as mentes cidadãs. Mas não veremos nenhum dos pitorescos personagens da periferia com um Machado de Assis nas mãos. Nem ao menos um Paulo Coelho.